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Videogames devem ser úteis para vida real, diz fundador da EA

Arquivo Geral

29/06/2011 17h07

Já não basta entreter e conquistar os fãs; os videogames “devem ensinar coisas que sejam úteis” na vida real, afirmou em entrevista à Agência Efe, Trip Hawkins, fundador da EA e da Digital Chocolate, que visitou a feira de videogames Gamelab, em Barcelona, nesta quarta-feira.

 

“Sou o tipo de pessoa que não liga para mulher três minutos antes de chegar em casa. Não quero falar por telefone com ela, quero estar pessoalmente com ela”, disse Hawkins para esclarecer como lamenta a situação de pessoas obcecadas por tecnologia que esquecem a vida real.

 

 

Para este guru do entretenimento digital, a solução para os videogames não alienarem os usuários da realidade é ensinar algo e, para tanto, ele acredita que os jogos sociais serão fundamentais, por se tratarem de “um campo muito novo, em fase de experimentação e com perspectivas de melhoras”, declarou.

 

 

Hawkins defendeu que em um contexto como o da internet no qual “nenhuma grande companhia controla o mercado”, qualquer jovem desenvolvedor pode alcançar o sucesso porque “ser o maior deixou de ser sinônimo de ser o melhor”.

 

O presidente da Digital Chocolate opinou que “o conteúdo é o rei” e o desenvolvedor conta com mais liberdade para fazê-lo chegar a um público maior. Segundo o empresário, estas mudanças garantiram à indústria dos videogames um crescimento de potenciais usuários que demonstra que “no fundo, todo mundo quer jogar”.

 

Outra das questões que Hawkins levantou é a “conveniência” dos novos jogos on-line que podem ser acessados em diferentes dispositivos, não exigem downloads e se adaptam à disponibilidade de tempo de “jogadores que antes passavam 100 horas com o console e agora são adultos com responsabilidades”.

 

A gratuidade é outro fator a ser considerado no modelo de jogos on-line, afinal os usuários que optam por não gastar dinheiro também são úteis ao desenvolvedor como porta-vozes que fazem chegar a outras pessoas as virtudes de um título.

 

 

Embora não acredite que estejam mortas, Hawkins tem certeza que nem consoles, nem celulares, nem tablets serão as plataformas dos jogos do futuro. Essa função ficará para os navegadores de internet que ele considera “as praças do século XXI”, onde se pode falar com pessoas, se informar e fazer compras.

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