“São mentiras que não têm nenhuma autenticidade, na verdade”, disse Taha aos jornalistas depois de se reunir hoje no Cairo com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, com quem conversou sobre a ordem de detenção contra Bashir pelos crimes em Darfur.
Taha transmitiu a Mubarak uma mensagem do presidente sudanês sobre os esforços realizados por seu Governo para levar a paz e a estabilidade a Darfur, no oeste do Sudão.
“A mensagem também trata dos esforços diplomáticos e legais feitos pelo Executivo do Sudão para resistir às acusações do TPI”, acrescentou Taha.
No último dia 14, Moreno Ocampo pediu a prisão de Bashir por genocídio e crimes contra a humanidade em Darfur.
O conflito de Darfur começou em janeiro de 2003, quando dois grupos rebeldes pegaram em armas contra o regime de Cartum em protesto pela grave situação da província.
Desde então, mais de 200 mil pessoas morreram e outros dois milhões e meio foram obrigadas a abandonar seus lares, segundo cálculos da Organização das Nações Unidas (ONU).