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Mundo

Venezuela implora ao Paraguai adesão ao Mercosul

Arquivo Geral

03/08/2010 12h40

O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, fez hoje na Argentina um apelo “sincero e fraternal” ao Paraguai para que o Parlamento desse país aprove a adesão da Venezuela ao Mercosul.

“Fazemos um apelo sincero e fraternal aos setores políticos e econômicos do Paraguai para que abram seu coração e vejam como ressuscitou a Venezuela de hoje”, afirmou Maduro, ao discursar na 39ª Cúpula de presidentes do Mercosul – bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Em representação do presidente venezuelano, Hugo Chávez, o chanceler Maduro afirmou que seu país “já se sente membro pleno” do Mercosul. “Somos Mercosul”, assegurou durante a reunião, realizada na cidade argentina de San Juan.

Para que a Venezuela se torne membro pleno do organismo, falta apenas a aprovação do Parlamento paraguaio.

Maduro disse ter conversado com o chanceler paraguaio, Héctor Lacognata, para “agendar reuniões” com empresários e políticos paraguaios nos próximos meses.

“Tomara que na próxima Cúpula (semestral, que ocorrerá no Brasil) possamos definir finalmente nossa entrada como membro pleno do Mercosul”, ressaltou.

Na Cúpula realizada em 2005 em Montevidéu, o bloco aprovou a entrada da Venezuela. O país assinou em 2006 o protocolo de adesão, que, no entanto, ainda aguarda aprovação do Parlamento paraguaio.

Até que esse protocolo seja ratificado, a Venezuela continuará como país associado ao bloco, status também mantido por Chile, Bolívia, Peru, Colômbia e Equador.

Maduro justificou a ausência de Chávez em San Juan por motivos de saúde e de Estado. “Além de uma forte gripe, todos sabemos que o presidente esteve atendendo uma situação complexa”, afirmou, referindo-se ao conflito entre Colômbia e Venezuela.

“A Venezuela quer construir uma paz justa na América do Sul, que supere qualquer sombra de guerra”, destacou.

A crise Bogotá-Caracas eclodiu quando o Governo da Colômbia acusou a Venezuela de abrigar guerrilheiros colombianos em seu território, episódio após o qual o presidente Chávez rompeu relações diplomáticas com o país vizinho.

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