A campanha para as eleições regionais do próximo domingo na Venezuela termina hoje após dois meses intensos, order nos quais o oficialismo e a oposição mediram suas forças na busca por pontos-chave que podem redefinir o mapa político do país.
Ao longo da semana, approved Governo e oposição fizeram atos nas distintas regiões do país, antes de a campanha terminar oficialmente amanhã, às 6h (8h30 de Brasília).
Cerca de 17 milhões de venezuelanos foram convocados às urnas no próximo domingo para escolher 22 governadores, 328 prefeitos e 233 legisladores provinciais, entre os quase cinco mil candidatos.
A campanha foi marcada pela presença do presidente venezuelano, Hugo Chávez, que com um agressivo discurso liderou a defesa de seus candidatos, especialmente nas regiões em que o chavismo apresentava fragilidades.
Foi o caso dos estados de Zulia e Carabobo, que foram visitados pelo governante em três ocasiões nos últimos dois meses, nos quais liderou comícios junto a seus candidatos, inaugurou obras públicas e iniciou outras.
A atitude foi a mesma também na região central de Miranda, que abriga quatro dos cinco municípios de Caracas e na qual o governista e homem de confiança de Chávez, o atual governador Diosdado Cabello, busca a reeleição.
Zulia está nas mãos do líder opositor Manuel Rosales, governador reeleito da região e agora candidato à Prefeitura da capital, Maracaibo, e é um dos dois governos que o oficialismo perdeu no pleito de quatro anos atrás.
Rosales foi o principal foco dos ataques do líder, que o chamou de “corrupto, narcotraficante”, e jurou que o colocaria na “prisão” para que pague pelos supostos crimes que cometeu ao longo dos oito anos à frente do Governo regional.
Carabobo é governada pelo ex-chavista Luis Acosta Carles, que aspira à reeleição e que foi homem de confiança de Chávez.
Carles foi execrado das filas do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) pelo próprio Chávez, que o taxou de “traidor e vendido”.
Analistas locais concordam que outros “pontos quentes” cujos resultados redefinirão o mapa político, até agora dominado pelo oficialismo, são as regiões de Anzoátegui, Aragua, Lara, Táchira, Guárico e Barinas, este último o estado natal de Chávez.
A presença de Chávez na campanha pelas regionais foi qualificada pela oposição como um sinal da “fraqueza” dos candidatos governistas, que “não tirariam nem um voto” sem o apoio do governante, disse à Agência Efe o candidato opositor ao governo de Miranda, Henrique Capriles.
A variada oposição, que assegura ter alcançado acordos de unidade em mais de 90% das regiões e municípios, denunciou o suposto abuso de poder de Chávez ao utilizar a imprensa pública e as transmissões em cadeia obrigatória de rádio e televisão para promover seus candidatos.
Chávez e seus aliados rejeitaram as denúncias opositoras e responderam que o “desequilíbrio informativo” esteve só na maioria da imprensa privada, acusada de atuarem prol da oposição.
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) anunciou a abertura de uma averiguação junto à estatal “Venezolana de Televisión” (“VTV”) por supostamente ter violado a lei de propaganda.
A presidente do CNE, Tibisay Lucena, garantiu a transparência das eleições, que pela primeira vez serão totalmente automatizadas, e chamou à população a participar maciçamente do processo eleitoral.
Lucena ressaltou hoje, perante parte dos mais de 130 observadores internacionais que presenciarão as eleições, a confiança no sistema automático de votação, assim como o no tradicional plano de segurança pública, que mobilizou cerca de 140 mil soldados por todo o país.