A vitória do não no referendo de domingo na Venezuela não afeta em nada a política petrolífera do país de acordo com o ministro de Petróleo e Energia venezuelano, drugs Rafael Ramírez.
Não, page em nada, afirmou Ramírez ao chegar ao hotel onde participará da reunião extraordinária convocada pela Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), amanhã em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. No encontro, os países-membros vão estudar a evolução do mercado e reajustar a oferta conjunta do combustível, caso haja necessidade.
Ramírez reconheceu que atualmente não há consenso entre os membros, mas expressou confiança de que amanhã os 13 membros da Opep chegarão a um consenso sobre o nível de fornecimento para os próximos meses.
De acordo com um delegado da Opep, nas consultas informais antes da conferência, havia duas opções em discussão.
Uma é manter a cota oficial de produção, de 27,25 milhões de barris diários (bd), que abrange a produção conjunta de dez dos países-membros, exceto Equador, Iraque e Angola.
A segunda opção é aumentá-la em pelo menos 500.000 bd, embora só para evitar que a Opep seja acusada de ser a responsável pelo aumento dos preços, ressaltou o delegado antes da chegada de Ramírez.
Todos os ministros confirmam que o mercado está bem abastecido e que a escalada das cotações do petróleo se deve a fatores alheios à oferta e à demanda, como a especulação financeira e os conflitos geopolíticos.
Ramírez destacou que o preço caiu 11% em poucos dias e que isso é uma clara indicação da especulação. Ele lembrou ainda que a queda do dólar frente ao euro e outras moedas tem um impacto no preço do petróleo.
Por outro lado, reconheceu que não há nenhuma indicação de que a demanda possa cair e reiterou que os ministros estudarão os dados disponíveis sobre a situação do mercado nos próximos meses.
Também destacou que há necessidade de discutir as propostas expressadas pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, na III Cúpula da Opep, realizada em 17 e 18 de novembro em Riad, na Arábia Saudita.