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Mundo

Venezuela acusa Estados Unidos de satanizar o Irã devido à <i>loucura bélica</i> america

Arquivo Geral

02/10/2007 0h00

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, information pills Nicolás Maduro, acusou hoje os Estados Unidos de satanizar o Irã por causa da “loucura bélica” do Governo de Washington.

Em seu discurso hoje na 62ª Assembléia Geral da ONU, Maduro disse que o Governo e o povo iranianos são vítimas de uma campanha das “elites” que governam os Estados Unidos.

Ele se perguntou se o mundo considera aonde levará “a loucura desenfreada” da Administração americana, que acusa o Irã de tentar adquirir armas nucleares e não descartou o uso da força militar contra o país.

“Estamos a tempo de parar esta campanha de satanização”, disse o chanceler venezuelano.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, se transformou em um dos aliados mais próximos do governante do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e defende o direito de Teerã de desenvolver um programa nuclear para fins pacíficos.

Da tribuna da ONU, Maduro pediu a criação de uma aliança internacional que detenha “a loucura bélica” dos EUA, país que acusou da morte e destruição sofridas pelo Iraque.

O resultado da invasão de “um povo amigo através da mentira” está visível, afirmou o chanceler, que fez um balanço dos US$ 6,01 bilhões investidos no conflito.

“Mais de 600 mil iraquianos mortos produtos dessa invasão, 3 mil jovens norte-americanos perderam a vida e mais de 25 mil ficaram deficientes, surdos, cegos, deficientes. Foram US$ 6,01 bilhões investidos na morte, e o que fizeram foi reproduzir a violência”, afirmou.

Ele calculou que o dinheiro investido no conflito teria servido para construir “3 milhões de ambulatórios (consultórios médicos), 12 milhões de imóveis e mais de 300 mil escolas”.

“Mas não, a loucura e a ambição pelos recursos do mundo levaram as elites dos EUA a uma guerra irracional”, considerou.

O chanceler venezuelano considerou que Washington usa de dois pesos e duas medidas na luta contra o terrorismo, porque continua abrigando o exilado cubano Luis Posada Carriles, solicitado por Caracas, que o considera responsável pelo atentado contra um avião civil cubano em 1976 que deixou 73 mortos.

O ex-agente da CIA (inteligência americana), de 79 anos, está em liberdade após pagar fiança em Miami, depois que no dia 8 de maio um tribunal o exonerou de acusações por fraude imigratória em 2005.

“Esta conduta dupla demonstra a hipocrisia de uma política que encoraja a guerra para supostamente lutar contra o terrorismo, mas protege um dos terroristas mais perigosos do hemisfério ocidental”, acusou Maduro.

O ministro parabenizou o presidente do Equador, Rafael Correa, pela vitória nas eleições de domingo para a Assembléia Constituinte e assegurou que o chefe de Estado faz parte de uma nova forma de fazer política na América Latina.

As declarações de Maduro em relação aos Estados Unidos seguem a tônica marcada por Chávez nos últimos discursos, como o de 2006, em que se referiu ao presidente americano, George W. Bush, como “o diabo”.

No entanto, na segunda-feira à noite Maduro se reuniu em Nova York com o subsecretário de Estado americano para a América Latina, Thomas Shannon, em um encontro que foi qualificado hoje de “muito cordial” por diplomatas venezuelanos.

Os dois diplomatas conversaram sobre a possibilidade de Shannon visitar Caracas em breve, em uma data a ser estipulada por ambos os Governos.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, afirmou em entrevista publicada hoje no jornal “New York Post” que o país evita responder às acusações de Chávez.

“Dedico muito pouco tempo, muito de vez em quando, se for algum dia, a responder Hugo Chávez. Não há nada, francamente, que ele goste mais que ter os Estados Unidos respondendo a ele”, afirmou.

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