O pedido de Marchetto foi feito um dia depois de o Governo ter decretado “estado de emergência” em todo o país para fazer frente à chegada de imigrantes.
O prelado explicou que a declaração de emergência “não tem por que ser uma decisão negativa”, já que “pode servir para a adoção de novas medidas que levem em conta as necessidades, por exemplo, dos imigrantes que precisam de proteção ao chegarem de países como Sudão, Somália ou Eritréia”.
O religioso também advertiu que as decretações de “estado de emergência” têm de “respeitar direitos humanos de todos os trabalhadores imigrantes e dos membros de suas famílias”, além das “normas internacionais quanto à concessão de refúgio, aos pedidos de asilo, aos apátridas – como os ciganos – e às vítimas do tráfico de pessoas”.
Ontem, o Governo italiano decretou “estado de emergência” – que estava vigorando em apenas três regiões – em todo o território nacional, para conter o “excepcional” fluxo de imigrantes em direção ao país há alguns meses.
A medida, segundo o Governo, responde à necessidade de combater o fenômeno da imigração clandestina, “já que, no primeiro semestre de 2008, dobrou o número de chegadas em relação ao ano anterior, com 10,6 mil pessoas, contra 5,3 mil no mesmo período do ano passado”.
A decisão do Governo gerou duras críticas da oposição, que considera insuficiente as explicações dadas pelo Executivo para justificar a medida e que pediu a presença no Parlamento do ministro do Interior, Roberto Maroni.