O Vaticano defendeu hoje a Congregação para a Evangelização dos Povos, depois da inclusão do cardeal Crescenzio Sepe, que a dirigiu de 2001 a 2006, na suposta trama de corrupção ligada à organização da cúpula do Grupo dos Oito (G8, que reúne os países mais ricos e a Rússia) na Itália, em 2009.
No entanto, a Santa Sé reconheceu possíveis erros de avaliação, já que a gestão do patrimônio da congregação é “complexa”.
O Vaticano acrescentou que para melhorar a gestão, a congregação será dirigida por um gerente profissional.
A Congregação para a Evangelização dos Povos tem o objetivo de propagar a fé e a unidade da Igreja em todo o mundo e seu patrimônio supera os 9 bilhões de euros.
A Promotoria de Perugia acusou o cardeal Sepe, atual arcebispo de Nápoles, de corrupção agravada pela gestão em 2005 do patrimônio imobiliário da congregação.
Sepe negou qualquer envolvimento e assegurou que sempre atuou com o único objetivo de buscar o bem da Igreja Católica, com a aprovação do Vaticano.
O cardeal anunciou sua disposição a esclarecer tudo à Justiça italiana e recebeu o apoio da Santa Sé.
Além de Sepe, a Promotoria de Perugia investiga Pietro Lunardi, ex-ministro de Obras Públicas e Transportes do premiê Silvio Berlusconi.
O cardeal é investigado pela reestruturação e venda de imóveis em 2005 pertencentes à Congregação para a Evangelização dos Povos.