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Mundo

Vaticano defende congregação envolvida em investigação de caso de corrupção

Arquivo Geral

28/06/2010 15h47

O Vaticano defendeu hoje a Congregação para a Evangelização dos Povos, depois da inclusão do cardeal Crescenzio Sepe, que a dirigiu de 2001 a 2006, na suposta trama de corrupção ligada à organização da cúpula do Grupo dos Oito (G8, que reúne os países mais ricos e a Rússia) na Itália, em 2009.

No entanto, a Santa Sé reconheceu possíveis erros de avaliação, já que a gestão do patrimônio da congregação é “complexa”.

O Vaticano acrescentou que para melhorar a gestão, a congregação será dirigida por um gerente profissional.

A Congregação para a Evangelização dos Povos tem o objetivo de propagar a fé e a unidade da Igreja em todo o mundo e seu patrimônio supera os 9 bilhões de euros.

A Promotoria de Perugia acusou o cardeal Sepe, atual arcebispo de Nápoles, de corrupção agravada pela gestão em 2005 do patrimônio imobiliário da congregação.

Sepe negou qualquer envolvimento e assegurou que sempre atuou com o único objetivo de buscar o bem da Igreja Católica, com a aprovação do Vaticano.

O cardeal anunciou sua disposição a esclarecer tudo à Justiça italiana e recebeu o apoio da Santa Sé.

Além de Sepe, a Promotoria de Perugia investiga Pietro Lunardi, ex-ministro de Obras Públicas e Transportes do premiê Silvio Berlusconi.

O cardeal é investigado pela reestruturação e venda de imóveis em 2005 pertencentes à Congregação para a Evangelização dos Povos.

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