O escritor peruano Mario Vargas Llosa disse hoje que os cidadãos dos países democráticos têm “a obrigação moral de ajudar os cubanos a recuperarem a liberdade, page que só é valorizada quando se perde”.
Vargas Llosa atuou como moderador no Diálogo “Cultura e Liberdade” do 5º Fórum Atlântico, viagra order organizado pela Fundação Ibero-América Europa (FIE), no qual discursaram os escritores cubanos dissidentes Rafael Rojas, Zoé Valdés e Raúl Rivero, o cineasta Orlando Jiménez Leal e a jornalista espanhola Rosa Montero.
O romancista peruano teve que exercer seu papel de moderador para contestar uma cidadã cubana que criticava os participantes do fórum por “criticar a Cuba” e não propor nenhuma iniciativa.
Segundo Vargas Llosa, só em uma sociedade livre é possível comprovar “a diferença extraordinária que é viver sem medo da delação, da vigilância policial ou de viajar livremente ao estrangeiro”.
Por isso, “não é possível dar as costas para os cubanos que não têm liberdade”.
Já Zoe Valdés afirmou que o Governo cubano trocou a estratégia dos “ataques diretos” aos artistas dissidentes no exílio por uma “mais sutil”, na qual cubanos a favor do Governo “se instalam no exterior e se dedicam a criticar os opositores, os artistas, os poetas ou os presos na Ilha”.
A escritora também se referiu à “pobreza moral” que há em Cuba, “uma miséria” que não viu sequer nas favelas que visitou no Brasil, na Colômbia, na Venezuela ou no Haiti.
Já Rafael Rojas atribuiu o “respaldo acrítico” de alguns setores ao Governo cubano “à eficaz difusão de fantasia sobre o passado e o presente da Revolução”.
Do lado de fora do evento, os pró-castristas pediam liberdade para cinco espiões cubanos presos nos Estados Unidos e a permissão para que recebam visitas de suas esposas.