A operadora da usina nuclear de Hamaoka (sudoeste de Tóquio) aceitou nesta segunda-feira (9) o pedido do Governo japonês de suspender as operações dos reatores dessa central pelo risco sísmico na região onde está localizada, informou a agência “Kyodo”.
A empresa operadora, a Chubu Electric Power, tinha adiado este fim de semana sua decisão sobre a reivindicação formal realizada na sexta-feira pelo primeiro-ministro japonês, Naoto Kan.
Em entrevista coletiva, o presidente da Chub Electric, Akihisa Mizuno, disse que a paralisação da central, que será posta em prática dentro de dois dias, se deve à necessidade de priorizar o bem-estar da população local e de recuperar a confiança da sociedade na energia nuclear depois da crise de Fukushima.
Ao contrário da usina nuclear de Fukushima (nordeste do Japão), Hamaoka não foi danificada pelo terremoto de 9 graus Richter nem pelo devastador tsunami do dia 11 de março, mas fica em uma área com risco de sofrer um terremoto de 8 graus nos próximos 30 anos.
A decisão de suspender as operações de todos os reatores da central de Hamaoka, considerada uma das mais perigosas do Japão, foi tomada nesta segunda-feira em uma junta extraordinária da Chubu Electric.
Atualmente somente os reatores 4 e 5 estão operacionais, ainda que a empresa esperasse botar em funcionamento a partir de julho o número 3, em revisão desde antes do terremoto.
Mizuno, que qualificou de “difícil” a decisão tomada nesta segunda, insistiu em que é “temporária”, pois o Governo lhe exigiu mais medidas de segurança contra possíveis tsunamis, assinalando que se tentará evitar os problemas derivados de um menor abastecimento de energia.
A usina de Hamaoka fica a cerca de 200 quilômetros ao sudoeste de Tóquio, na beira do mar na província de Shizuoka, onde o Ministério japonês de Ciência estima que haja cerca de 87% de possibilidades de que aconteça um grande terremoto nos próximos 30 anos.