O presidente colombiano, Álvaro Uribe, propôs que os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) que, segundo informações colombianas, estão estabelecidos na Venezuela, se entreguem às autoridades judiciais de seu país.
Em declarações divulgadas hoje pela imprensa, Uribe disse que a iniciativa está nas mãos do ministro das Relações Exteriores colombiano, Jaime Bermúdez, como alternativa ao plano de paz para a Colômbia anunciado pelo Governo venezuelano.
O chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, promove desde o domingo passado, sem entrar em detalhes, uma “proposta de paz” para a Colômbia, em busca da normalização das relações bilaterais, que foram rompidas pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, no último dia 22.
Chávez decidiu romper as relações diplomáticas com a Colômbia em resposta a denúncias apresentadas pelo país na Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a presença de guerrilheiros das Farc e do ELN em solo venezuelano.
Maduro insistiu em que levará sua proposta à sessão extraordinária do Conselho de Chanceleres da União de Nações Sul-americanas (Unasul) convocada para amanhã, em Quito, à qual também assistirá Bermúdez.
Na declaração, Uribe disse que entrou em contato na noite de terça-feira com Bermúdez e disse que “se a Venezuela têm um plano de paz, aqui (na Colômbia) também há”.
“Se (na Venezuela) querem ajudar a superar o problema guerrilheiro, então que peçam à guerrilha que está lá para que se desmobilize e que digam que os promotores da Colômbia os trarão para cá, onde serão submetidos a todas as garantias da Lei de Justiça e Paz (de reinserção de paramilitares e guerrilheiros)”, afirmou Uribe.