Menu
Mundo

Uribe garante segurança jurídica a investidores para além de seu mandato

Arquivo Geral

31/03/2009 0h00


Medellín (Colômbia), troche 31 mar (EFE).- O presidente da Colômbia, website Álvaro Uribe, garantiu hoje aos investidores estrangeiros segurança jurídica para além de seu Governo, que terminará em 2010.

Após se recusar a responder sobre as consequências que sua permanência no poder traria no caso de uma segunda reeleição, Uribe, que foi a Medellín para a 50ª Assembleia do BID, disse que, como presidente, buscou “criar uma grande consciência para que as políticas tenham uma projeção a longo prazo”.

Para conseguir isso, afirmou, “um dos instrumentos que o Governo incorporou, junto com o Congresso, foi a lei que permite pactos de estabilidade de 20 anos”.

Em entrevista coletiva posterior a um fórum no qual acompanhou os diretores das principais multinacionais que operam na Colômbia, Uribe confirmou que nos últimos anos foram assinados 40 pactos de estabilidade com várias empresas.

Uribe foi eleito presidente em 2002 e reeleito para um segundo mandato em 2006, para o que teve que reformar a Constituição. Caso decida concorrer a um terceiro mandato consecutivo em 2010, terá, mais uma vez, que modificar a Carta Magna, ou convocar um plebiscito que a mude.

“O Governo continua no propósito de dar essa garantia de estabilidade àqueles que fazem investimentos com responsabilidade social”, disse o presidente sobre os pactos de estabilidade que dão garantias às empresas estrangeiras em matéria jurídica e tributária.

O governante colombiano fez estas declarações num fórum em que os empresários estrangeiros destacaram a crescente segurança de seus negócios desde a posse de Uribe.

O diretor da Mitsubishi na Colômbia, Osamo Sasaki, disse que sua companhia está há 40 anos no país e que há três anos o diálogo com o Japão aumentou por causa do comitê empresarial formado entre ambas as nações.

Sasaki explicou que o Japão e a Colômbia agora buscam um acordo para a proteção de investimentos e um possível tratado de livre-comércio (TLC), o que favoreceria a relação comercial.

Já o presidente da Telefónica América Latina, o espanhol José María Álvarez, destacou que, com US$ 100 bilhões investidos na América Latina e 20 anos de presença na região, esta companhia tem 160 milhões de clientes e 150 mil empregados na Colômbia e em países vizinhos.

Álvarez acresentou que, em “sete anos na divisão para a América Latina”, viu “mudanças” e “acontecimentos históricas”, em alusão às transformações nas políticas sobre investimentos estrangeiros promovidas por Uribe.

Também participaram do fórum desta terça-feira o japonês Yoshihiko Morita, vice-presidente do banco de cooperação internacional desse país; Felipe Montoro, da construtora Odebrecht; German Efromovich, do Grupo Sinergy; e Luis Alarcón, da estatal colombiana ISA.

O painel do evento incluía ainda o próprio Uribe, o presidente da Corporação Andina de Fomento (CAF), Enrique García, e o presidente do BID, Luis Alberto Moreno.

No âmbito da assembleia do BID, o editor para as Américas da revista “The Economist”, Michael Reid, elogiou na sexta-feira as conquistas de Uribe, mas considerou um “erro” o presidente cogitar um terceiro mandato consecutivo.

“Seria um erro para ele e para o país, basicamente”, disse, ao considerar que “é muito importante que as políticas de segurança sejam institucionalizadas e não dependam de um só homem”. EFE

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado