O presidente colombiano, Álvaro Uribe, disse nesta sexta-feira (30) que combater o terrorismo “cria atritos diplomáticos”, mas é algo “necessário”, referindo-se à crise com a Venezuela, após o rompimento de relações diplomáticas pelas acusações da Colômbia sobre a suposta presença de guerrilheiros em território venezuelano.
“Nós não podíamos permitir que, diante dos atentados terroristas, simplesmente nos seguissem dando tapinhas de pêsames nos ombros e tranquilos com os derramadores de sangue no exterior. Acho que aí se deu um passo, difícil. Cria dificuldades, cria atritos diplomáticos, mas é necessário”, assinalou Uribe à imprensa.
O Governo colombiano denunciou em 22 de julho perante a Organização dos Estados Americanos (OEA) a presença de guerrilheiros colombianos na Venezuela, o que levou o presidente Hugo Chávez a romper relações diplomáticas entre Caracas e Bogotá.
Para resistir às denúncias colombianas, Chávez pediu a convocação de uma reunião extraordinária da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) em Quito e anunciou um “plano de paz” para a Colômbia.
No entanto, ao término do fórum regional, não houve acordos. Nesse sentido, o chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, afirmou hoje que os ministros reunidos em Quito haviam conseguido redigir uma “declaração praticamente pactuada por todos”, mas a Venezuela, que segundo ele tinha aceitado a “versão inicial”, se opôs ao texto na última hora.
Nesta sexta-feira, durante sua visita de despedida aos funcionários do Ministério das Relações Exteriores, Uribe acrescentou que era preciso ter “ousadia para denunciar internacionalmente os terroristas”.
“É preciso ter ousadia para ser respeitosos com a comunidade internacional, mas francos para tramitar nossas exigências”, acrescentou Uribe, quem assinalou que o respeito não implicava em fraqueza. EFE