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Uribe anuncia <i>zona de encontro</i> e recompensas a Farc para libertar reféns

Arquivo Geral

07/12/2007 0h00

O presidente colombiano, more about Álvaro Uribe, buy information pills aceitou nesta sexta-feira a criação de uma zona de encontro para definir um acordo humanitário com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), com o objetivo de libertar os seqüestrados da guerrilha.

Uribe anunciou também um fundo de U$ 100 milhões destinado ao pagamento de recompensas a rebeldes que libertem reféns.

Esta manhã recebi formalmente uma proposta (…) da Conferência Episcopal e da Comissão Nacional de Conciliação (CCN) para que o Governo aceite uma zona de encontro, anunciou em discurso numa formatura de generais da Polícia em Bogotá.

O Governo manifesta sua disposição em aceitar esta região por razões humanitárias, disse Uribe, lembrando que antes já tinha aprovado a proposta quando ela foi feita por delegados europeus. Além disso, o presidente informou as condições para o estabelecimento da região.

Deve ter cerca de 150 quilômetros quadrados, estar localizada num espaço rural onde não haja postos militares ou policiais que precisem ser removidos, preferivelmente sem população civil e com presença de observadores internacionais, informou.

Antes de anunciar sua decisão, Uribe afirmou que o Governo fez todos os esforços e que as respostas da guerrilha foram assassinatos e mentiras.

As Farc mantêm reféns a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, que também tem nacionalidade francesa, três americanos e dezenas de políticos, soldados e policiais. A guerrilha pretende trocá-los por cerca de 500 militantes que estão presos.

O Governo colombiano, que se opõe à retirada das tropas de uma região para negociar um acordo humanitário, não cedeu neste ponto, já que o território para o encontro seria numa área rural onde não haja postos militares, nem policiais que precisem ser removidos, de acordo com Uribe.

Essa zona terá um tempo limitado e preferivelmente, sem população civil ou com muito pouca população, para não gerar riscos aos habitantes, disse.

Além disso, essa área teria a presença de observadores internacionais, afirmou o líder colombiano, que advertiu que quem for definir a troca humanitária no local não deveria estar armado.

Ele revelou também que autorizou o comissário para a Paz, Luis Carlos Restrepo, a buscar a maneira de se juntar às Farc e, dentro do marco expressado, encontrar a zona indicada com a Conferência Episcopal da Colômbia.

Ao se referir às recompensas, informou que o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, definiu um orçamento de US$ 100 milhões para estimular as desmobilizações de grupos das Farc que tragam seqüestrados e os libertem.

Uribe destacou a importância da ampla divulgação da decisão: um fundo de US$ 100 milhões para estimular com recompensas, cuja quantia será fixada em cada caso, a desmobilização de grupos das Farc que queiram se reintegrar à vida civil e constitucional e que tragam consigo seqüestrados e os libertem.

O presidente lembrou que em seu Governo foram desmobilizados 46 mil integrantes dos grupos terroristas e eles são testemunhas de que o processo de reinserção é difícil, mas acabará sendo motivo de orgulho para a Colômbia.

No mesmo discurso diante dos generais da Polícia, Uribe disse que o Governo tem que fazer o esforço de libertar os seqüestrados, mas também tem o dever de proteger todos os cidadãos.

Reiterou que não aceita uma zona de negociação (desmilitarizada) para que terroristas saiam das prisões e voltem a seqüestrar.

No país, tivemos zona de negociação por 50 anos e as guerrilhas alimentaram o ódio de classes, declarou.

Pelo estado das pessoas (seqüestradas) (…) nesta hora de dor, os colombianos não podem cair na armadilha de ser idiotas úteis do terrorismo e afirmou que os soldados e policiais têm que ser firmes, para a derrota do terrorismo.

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