O presidente colombiano, dosage Álvaro Uribe, thumb anunciou hoje que o Governo autorizou a criação de um corredor de segurança na floresta do país para que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) entreguem os três seqüestrados a uma comissão internacional.
“Acabamos de aceitar perante os delegados humanitários e o chanceler da Venezuela (Nicolás Maduro) que se crie um corredor para facilitar que as Farc transfiram os seqüestrados” do local onde estão em cativeiro até a área na qual serão libertados, buy more about disse Uribe.
Em entrevista coletiva na base aérea de Apiay, vizinha à cidade de Villavicencio, o presidente colombiano afirmou que a guerrilha “mente” quando diz que as operações militares se intensificaram na região.
Uribe qualificou de “cínica” e mentirosa” a atitude das Farc, que argumenta que não entregou a ex-candidata à Vice-Presidência Clara Rojas, seu filho Emmanuel, nascido em cativeiro, e a ex-congressista Consuelo González de Perdomo devido ao mau tempo ou a supostas operações militares na zona.
“Mau tempo meteorológico não houve”, disse o governante, que acrescentou que “na área geral não houve combates ou aviões militares nas duas últimas semanas”.
Uribe qualificou a carta que as Farc entregaram hoje ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, de “cínica resposta terrorista” e reiterou que o grupo tem um “comportamento de engano, de mentira”. Ele ressaltou que o Governo colombiano dá todas as facilidades para que a operação seja realizada.
O presidente passou a palavra ao general Freddy Padilla, comandante das Forças Militares, que afirmou que o local onde as Farc mantêm os reféns presos fica no departamento de Guaviare (sudeste).
“Ali pode haver presença do Estado colombiano”, mas que “nessa área geral não houve combates”, acrescentou. “Tudo o que queremos é que essas três pessoas retornem o mais rápido possível”, disse o militar.
Em seguida, Uribe reiterou que “o Governo colombiano dá todas as garantias” e afirmou que, uma vez que as aeronaves fornecidas pela Venezuela para a operação decolarem, os militares “não farão um só disparo” para permitir a libertação dos seqüestrados.
“Além de responder de maneira rápida à sugestão do presidente da Venezuela”, o Executivo deu “as facilidades para que o Governo venezuelano e os delegados humanitários pudessem proceder da maneira mais eficaz”.
As revelações trouxeram incerteza à operação humanitária, que deveria ter sido realizada na sexta-feira em Villavicencio e em Caracas, aonde seriam transferidos os reféns, assim que fossem libertados.