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URGENTE: Rússia está disposta a negociar, se Ucrânia ‘depor as armas’

“Estamos prontos para negociações, a qualquer momento, assim que as forças armadas ucranianas ouvirem nosso chamado e deporem suas armas”

Redação Jornal de Brasília

25/02/2022 8h15

Foto: AFP

A Rússia está pronta para negociações com as autoridades ucranianas se a Ucrânia “depuser as armas”, declarou nesta sexta-feira (25) o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov.

“Estamos prontos para negociações, a qualquer momento, assim que as forças armadas ucranianas ouvirem nosso chamado e deporem suas armas”, disse ele em entrevista coletiva no dia seguinte ao início da invasão russa da Ucrânia.

Segundo Lavrov, um dos objetivos da invasão russa é “libertar” os ucranianos da “opressão”, insinuando que Moscou pretende derrubar o governo. Ele também repetiu as palavras de Vladimir Putin e afirmou que “ninguém está se preparando para ocupar a Ucrânia.”

O Kremlin tomou conhecimento da disposição do presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, em negociar um possível compromisso de neutralidade do país. Mas o porta-voz do governo russo, Dmitri Peskov, disse não poder cimentar sobre possível conversa entre Zelenski e Putin.

“Esta é uma nova posição, tomamos conhecimento. Parece um desdobramento positivo”, afirmou Peskov, para completar em seguida que Moscou analisaria a oferta.

O porta-voz completou que as expectativas russas continuam as mesmas: garantias de que a Ucrânia jamais vai ingressar na Otan ou permitir tropas e armas do bloco em seu território.

Sanções

O Kremlin prometeu, nesta sexta-feira (25), adotar represálias “simétricas ou assimétricas” às sanções impostas pelos países ocidentais à Rússia em resposta à invasão da Ucrânia.

“As medidas de represália virão, é claro”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, à imprensa, acrescentando que “o grau de simetria, ou assimetria, dependerá da análise das restrições” à Rússia.

Criméia

As forças russas anunciaram que assumiram o controle de um importante canal que fornece água potável para a Crimeia, península ucraniana anexada pela Rússia que sofre há oito anos com a escassez de água.

“Graças ao uso de regimentos terrestres e de tropas aerotransportadas (…), as forças russas conseguiram chegar à cidade de Kherson, o que permitiu o desbloqueio do canal da Crimeia do Norte e o retomada do abastecimento de água para a península da Crimeia”, informou o Exército russo em um comunicado divulgado na noite de quinta-feira (25).

Pouco depois da anexação da península no início de 2014, as autoridades ucranianas cortaram o acesso a este canal. Localizado na região de Kherson, ele fornecia 85% das necessidades de água da Crimeia.

Desde então, a Crimeia enfrenta uma grave escassez de água, especialmente nos períodos de seca no verão. O bloqueio do canal também afetou a agricultura da península, conhecida por suas plantações de milho e arroz.

Segundo o governador da Crimeia, Serguei Aksionov, após a tomada do poder por parte do Exército russo, o canal poderá voltar a funcionar em 48 horas.

Na quinta-feira (24), a Rússia lançou uma ofensiva na Ucrânia, depois que o presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu a independência dos territórios ucranianos separatistas de Donbass.

© Agence France-Presse

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