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URGENTE: Príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II, morre aos 99 anos

Palácio de Buckingham confirmou a informação nesta sexta-feira (9)

Foto: AFP

O príncipe Philip de Edimburgo, que faleceu nesta sexta-feira (9) aos 99 anos, passou mais de seis décadas à sombra de sua esposa, a rainha Elizabeth II com grande lealdade e uma lendária propensão a cometer gafes.

“É com profunda tristeza que a Rainha anuncia a morte de seu amado marido, Sua Alteza Real, o Príncipe Philip, Duque de Edimburgo. Faleceu pacificamente nesta manhã no Palácio de Windsor”, diz o comunicado da Família Real. Philip se tornou consorte depois do falecimento do rei George VI, em 1952.

“É melhor desaparecer do que alns anos com seu senso de humor particular.cançar a data de caducidade”, disse ele há algu

Se sua esposa ostentou o recorde de longevidade no trono, ele foi o príncipe consorte que mais ostentou este posto, desde 2009, quando superou Charlotte, esposa de George III.

“É minha rocha. Tem sido minha força e minha âncora”, declarou, em 2011, a rainha, pouco inclinada a demonstrações de afeto em público.

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Em 2017 se retirou das atividades públicas após ter participado de mais de 22.000 atos oficiais.

Mas seu principal valor foi ser “o único homem do mundo a tratar a rainha como um ser humano, de igual para igual”, afirmou certa vez Lorde Charteris, ex-secretário particular de Sua Majestade.

Alto e empertigado, algo distante das exigências do protocolo, Philip assumiu seu papel secundário no reinado nos melhores e piores momentos.

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Segundo admitiu, foram muitos anos tateando e aprendendo a encontrar seu lugar à sombra da rainha e no coração dos britânicos, e no fim conseguiu um alto índice de popularidade, como sua esposa.

E, apesar de algumas trapalhadas, sempre voltou à razão.

Como em janeiro de 2019, quando um acidente de trânsito revelou que ele ainda dirigia aos 97 anos. Apesar das críticas, voltou ao volante dois dias depois e sem o cinto de segurança. Mas, três semanas depois, cedeu à pressão e entregou sua carteira de motorista.

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Foto: AFP

Sem papas na língua

Uma tribo de Vanuatu chegou a venerá-lo como divindade ligada aos espíritos do vulcão Yasur.

Seu temperamento foi efetivamente vulcânico, sem qualquer consideração pelo politicamente correto, apesar de ter ficado mais calmo nos últimos anos.

“Você conseguiu que não o comesse?”, perguntou a um jovem britânica que viajara a Papua-Nova Guiné em 1998.

“Vocês têm mosquitos, eu tenho jornalistas”, disse em em 1966 – depois faria a comparação com os macacos de Gibraltar.

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Na Austrália em 1960, um homem chamado Robinson o abordou e confessou: “Minha esposa, doutora em Filosofia, é muito mais importante que eu”.

“Temos o mesmo problema em minha família”, respondeu o duque.

Em outra oportunidade, um menino afirmou que desejava ser astronauta e Philip rebateu que ele estava muito gordo para voar.

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Ao ser questionado se desejava visitar a União Soviética, respondeu: “Adoraria visitar a Rússia, mas estes caras assassinaram metade de minha família” (em referência ao destino dos Romanov).

A um instrutor de auto-escola escocês de Oban, ele perguntou: “Como você faz para manter os nativos suficientemente longe da bebida para aprová-los no exame?”.

Seu entorno o ouviu reclamar milhares de vezes de seu destino, criticar a perda de valores ou reclamar das loucuras de seus quatro filhos nos anos 1980.

“As pessoas têm a impressão de que príncipe Philip não se importa em nada com o que pensam dele, e têm razão”, escreveu o ex-primeiro-ministro Tony Blair em suas memórias.

Uma infância traumática?

De ascendência alemã, o duque nasceu príncipe da Grécia e da Dinamarca, em 10 de junho de 1921 na ilha grega de Corfu. Foi o quinto filho de Alice de Battenberg e Andrew da Grécia. A família fugiu quando ele tinha 18 meses, após a proclamação da república grega, e buscou refúgio em Paris.

O pai era frequentador dos cassinos de Monte Carlo. A mãe, depressiva, entrou para um convento. Philip tinha 10 anos. Deixado com parentes distantes, estudou em colégios na França, Alemanha e Grã-Bretanha até ser enviado para um austero internato escocês.

Ingressou na Marinha Real britânica e participou ativamente nos combates durante a Segunda Guerra Mundial no Oceano Índico e no Atlântico.

Era um jovem de 18 anos quando conheceu Elizabeth antes da guerra. Lilibeth, como a chamava a mãe, tinha 13 anos e apaixonou. Os dois casaram oito anos depois, em 20 de novembro de 1947. Philip, nomeado duque de Edimburgo, teve que renunciar aos títulos de nobreza anteriores e a sua religião ortodoxa, convertendo-se à Igreja Anglicana.

Em fevereiro de 1952, a morte prematura de seu sogro, o rei George VI, marcou o fim de sua carreira de oficial na Marinha e deu início ao período como príncipe consorte.

Agence France-Presse






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