O jovem equatoriano Luis Freddy Lala Pomavilla, que sobreviveu à chacina de 72 imigrantes no estado mexicano de Tamaulipas, “saiu do México ontem”, confirmou hoje à Agência Efe uma fonte do Governo.
A fonte explicou que Pomavilla foi repatriado para seu país no domingo à noite, após receber alta médica do hospital da Marinha onde permaneceu internado, em função dos ferimentos de bala que sofreu pelos tiros da chacina.
O subsecretário de Assuntos Consulares da Chancelaria equatoriana, Leonardo Carrión, disse hoje a uma emissora de seu país que o jovem havia recebido alta médica e que o Governo mexicano já tinha autorizado sua saída “em meio a uma segurança especial que deve ter”.
As autoridades do México não deram detalhes sobre como o equatoriano deixou o país.
Pomavilla escapou do rancho onde ocorreu o massacre e, no último dia 23, conseguiu entrar em contato com o pessoal da Marinha, aos quais revelou detalhes da chacina.
Foram encontrados os corpos de 72 imigrantes que tinham sido capturados por traficantes do cartel Los Zetas, segundo o testemunho do único sobrevivente do massacre, no qual morreram imigrantes de Brasil, Equador, El Salvador, Guatemala e Honduras.
As autoridades desses países informaram nos últimos dias sobre os avanços na identificação dos imigrantes assassinados. O número de vítimas já reconhecidas está em 40, entre os quais um brasileiro.