Menu
Mundo

Unicef diz que direitos das crianças são violadas em todo o mundo

Arquivo Geral

20/11/2008 0h00

Os direitos das crianças são violados em massa no mundo em inúmeros aspectos, dosage afirmou nesta quinta-feira (20) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) por ocasião do Dia Universal da Criança.

As crianças são alvo de violência, exploração, abusos, falta de saúde, doenças como a aids, deslocamentos por conflitos armados, ausência de educação e muitas outras formas de violação de seus direitos, apesar de a Convenção dos direitos da criança existir desde 1989.

A lista de problemas é tão longa que bastam alguns exemplos extraídos de dados do Unicef e de outras organizações internacionais.

Cerca de 51 milhões de nascimentos ficam sem registro a cada ano nos países em desenvolvimento.

Além disso, cerca de 218 milhões de crianças de 5 a 14 anos estão envolvidos em trabalho infantil.

Nos países em desenvolvimento, mais de 60 milhões de mulheres de 20 a 24 anos foram casadas antes dos 18 anos, das quais 31 milhões vivem no Sul da Ásia.

Calcula-se que 1,2 milhão de crianças são vítimas do tráfico de menores a cada ano.

Mais de 300 mil crianças-soldado, algumas de apenas oito anos, são exploradas em conflitos armados em mais de 30 países.

Além disso, calcula-se que mais de dois milhões de crianças morreram desde 1990 como resultado direto de conflitos armados.

Mais de um milhão de crianças no mundo todo são detidos por forças de segurança.

Aproximadamente 143 milhões de crianças são órfãos de um ou dos dois progenitores.

Calcula-se que cerca de 70 milhões de mulheres e meninas que estão vivas atualmente foram submetidas a algum tipo de mutilação genital.

Existe a suspeita de que cerca de dois milhões de crianças são exploradas através da prostituição e da pornografia.

Quarenta milhões de crianças com menos de 15 anos sofrem abusos ou negligências em seus cuidados que requerem atenção sanitária e social.

Para agravar a situação, a Organização Mundial contra a Tortura (OMCT) afirmou hoje que o princípio da proibição total desta prática foi prejudicado nos últimos anos por relativismos de tipo político, econômico e social, o que não deixou à margem as crianças.

“As crianças não se livraram das graves violações dos direitos humanos provocadas pela chamada guerra contra o terrorismo”, disse a organização, que citou como exemplo que, desde 2002, “muitos jovens com menos de 18 anos foram capturados e detidos em centros de detenção dos EUA no Afeganistão, no Iraque e em Guantánamo”.

Na área econômica, a busca de grandes lucros deixou as crianças expostas a graves riscos como a prostituição e a pornografia, e em relação ao “relativismo cultural”, as crianças, e especialmente as meninas, são vítimas de costumes como a mutilação genital ou os crimes de honra, informou a OMCT.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado