A Comissão Europeia realizou um pagamento de quase 2,8 bilhões de euros à Ucrânia para apoiar suas necessidades de financiamento e manter o funcionamento da administração pública. O pagamento foi o sétimo desembolso realizado para apoiar a recuperação e as reformas do governo em Kiev.
Com essa transferência mais recente, o apoio total fornecido por meio do Plano para a Ucrânia alcançou 29,5 bilhões de euros. Segundo a Comissão, esse valor representa quase 77% dos recursos disponíveis no primeiro pilar do Mecanismo para a Ucrânia, destinado ao apoio direto ao orçamento do Estado ucraniano.
Segundo a Comissão Europeia, a Ucrânia se qualificou para receber esse pagamento após implementar reformas em áreas como gestão das finanças públicas, sistema judiciário, mercados financeiros, capital humano, ambiente de negócios, energia, agricultura, matérias-primas críticas, digitalização e transição verde.
A comissária europeia responsável por coordenar as adesões ao bloco, Marta Kos, afirmou que a rapidez e o compromisso da Ucrânia em promover reformas significativas justificaram este pagamento. “Agora também estamos abrindo caminho para novos avanços nas negociações de adesão à União Europeia”, afirmou.
Enquanto isso, a guerra continua e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou que o ex-proprietário do clube inglês Chelsea, Roman Abramovich, atuou como intermediário na troca de mensagens entre Kiev e Moscou. Em entrevista à Sky News Zelensky afirmou que Abramovich viajou a Kiev levando uma mensagem do presidente russo, Vladimir Putin.
Enquanto isso, a chefe da política externa da União Europeia afirmou que uma nova rodada proposta de sanções contra a Rússia inclui 80 novas designações, visando o “complexo militar-industrial” russo, além de violadores de direitos humanos e propagandistas. Kaja Kallas declarou nesta segunda-feira, 8, que as sanções ocidentais já custaram à Rússia entre US$ 1,2 trilhão e US$ 1,5 trilhão.
Estadão Conteúdo