A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, pediu nesta quinta-feira “medidas urgentes para proteger o patrimônio cultural líbio no período de transição” porque é “essencial que os cidadãos possam preservar sua identidade” e “construir um futuro melhor”.
Bokova pediu à população líbia, aos países vizinhos e aos agentes do comércio internacional de arte e antiguidades “que façam tudo o que for possível para proteger o valioso patrimônio cultural da Líbia”.
“A experiência mostra que existe um sério risco de destruição nos períodos de conflito social. E também nos ensina a estar alerta para que indivíduos sem escrúpulos não cometam saques que frequentemente danificam a integridade de objetos e sítios arqueológicos”, destacou Bokova, que acrescentou que é fundamental que o mercado internacional de antiguidades mantenha atenção especial as obras vindas da Líbia nas circunstâncias atuais.
Bokova lembrou que saques, roubos e tráfego ilícito de bens culturais violam a Convenção da Unesco sobre as medidas que devem ser adotadas para proibir e impedir a importação, a exportação e a transferência de propriedade ilícita de bens culturais (1970).
A convenção é o único instrumento jurídico internacional centrado exclusivamente na luta contra o tráfego ilícito de bens culturais, afirmou.