O diretor do Instituto de Educação da Organização das Nações Unidas para a Educação, pilule a Ciência e a Cultura (Unesco), pills Adame Ouane, stomach disse hoje que o analfabetismo na América Latina e no Caribe já é um problema “residual”.
Ele alertou aos Estados da região para continuar trabalhando na erradicação total do problema.
Na América Latina, há 35 milhões de analfabetos, e na última década o índice de alfabetização cresceu de 89% para 91% da população total, mas continua significando “um sério desafio para a região”, afirmou Ouane.
“Temos somente um nível residual de analfabetismo com o qual a região pode provavelmente se ajeitar, mas não é um assunto a ser ignorado porque há em outros países, por exemplo, alguns do Caribe, taxas de alfabetismo de só 74%”, disse.
Ouane manifestou em entrevista coletiva que hoje é uma data importante para “chamar a atenção da comunidade internacional sobre a situação do alfabetismo no mundo e para celebrar as conquistas no tema dos países-membros das Nações Unidas”.
“Vivemos em um mundo alfabetizado”, já que a maior parte da população do planeta sabe ler e escrever, disse, mas alertou que um em cada cinco adultos no mundo não tem estas habilidades básicas – em torno de 774 milhões de pessoas.
“Esta situação é intolerável”, denunciou durante seu discurso, feito no mesmo dia da celebração mundial do Dia Internacional da Alfabetização.
O funcionário da Unesco lembrou que ser alfabetizado é importante na vida das pessoas para que tenham participação plena em suas comunidades e para melhorar a saúde, a participação política, a luta contra a aids e o desenvolvimento sustentável dos países.
A meta da Unesco é que, até 2012, o analfabetismo seja reduzido mundialmente em 50%, mas há “um longo caminho para percorrer”, afirmou Ouane.
Neste sentido, o especialista ressaltou que há 35 países no mundo, 19 deles na África, onde o analfabetismo atinge 50% da população.