Menu
Mundo

Unasul analisa hoje no Equador crise diplomática entre Venezuela e Colômbia

Arquivo Geral

29/07/2010 10h39

Os chanceleres da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) reúnem-se às 16 horas de hoje (29), em Quito, capital do Equador, não só para analisar a retomada das relações diplomáticas entre a Venezuela e a Colômbia, mas também para discutir um segundo problema: ontem (28), o presidente colombiano Álvaro Uribe recusou o plano de paz que será apresentado em Quito pelo chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, antes mesmo de conhecer o conteúdo da proposta. A reunião ocorrerá na sede da chancelaria equatoriana e será fechada para a imprensa.

 

Nicolás Maduro esteve em Buenos Aires na última terça-feira (27) para conversar com o secretário-geral da Unasul, Néstor Kirchner, mas não divulgou nenhum detalhe do plano de paz. “Ao acusar falsamente a Venezuela de abrigar guerrilheiros colombianos, a Colômbia ameaça a soberania e a segurança do meu país, buscando justificar seu fracasso na solução dos conflitos internos”, disse o chanceler.

 

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, por sua vez, disse que se a Venezuela quer realmente superar a crise deve exigir que os guerrilheiros colombianos estabelecidos no país se desmobilizem e sejam levados até Bogotá por uma comissão de fiscais colombianos.

 

Uribe continua reiterando que guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército da Libertação Nacional (FLN) estão na Venezuela, com o conhecimento e o suporte do governo de Hugo Chávez. O presidente venezuelano rompeu relações diplomáticas com o governo de Uribe exatamente porque o embaixador colombiano na Organização dos Estados Americanos (OEA), Luís Alfonso Hoyos, apresentou, no último dia 22, fotografias, vídeos e depoimentos que comprovariam a presença de acampamentos e de guerrilheiros em território venezuelano.

 

Além disso, o presidente do Equador, Rafael Correa, que também exerce a presidência temporária da Unasul, queixou-se do papel da Organização dos Estados Americanos (OEA) no conflito, acusando o secretário-geral do órgão, José Miguel Insulza, de não ter interferido e evitado a crise entre a Venezuela e a Colômbia.

 

Após a reunião extraordinária de hoje, o presidente Rafael Correa poderá convocar os presidentes dos países que compõem o órgão: Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Paraguai, Uruguai, Guiana, Suriname e Venezuela. Esta reunião deverá acontecer depois que o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, for empossado no cargo, no dia 7 de agosto.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado