Um ano após o terremoto que devastou o Haiti, a ONU relembrou nesta quarta-feira com uma cerimônia solene em sua sede em Nova York “o momento mais sombrio” do país caribenho e do organismo internacional.
Os presentes ao ato liderado pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, ficaram em silêncio durante 42 segundos, a duração exata do sismo que sacudiu o Haiti há um ano, causando a morte de quase 300 mil pessoas.
Morreram na catástrofe 102 membros da missão da ONU no país (Minustah), o maior número de vítimas fatais em um mesmo incidente na história da organização mundial.
“As Nações Unidas e toda a comunidade internacional apoiaram o Haiti em seu momento mais sombrio. Unidos, agora caminharemos juntos rumo a um futuro mais promissor”, afirmou Ban.
O principal responsável da ONU reconheceu que um ano depois do terremoto o processo de reconstrução do Haiti “foi lento”, enquanto a ajuda internacional e os investimentos não chegaram com a rapidez com que foram prometidos.
“As ruas do Haiti estão cheias de escombros. As escolas, os hospitais, a infraestrutura civil: tudo está por reconstruir”, lamentou Ban, antes de advertir que o caminho que falta a percorrer no país, afetado agora por uma epidemia de cólera, “será longo e árduo”.
De todo o modo, ressaltou que nos últimos 12 meses houve “avanços” que permitiram aliviar a situação dos afetados pelo terremoto.
O secretário-geral da ONU ressaltou a redução à metade das 1,5 milhão de pessoas refugiadas em campos de deslocados no pior momento da emergência humanitária após a catástrofe.
Ban também lembrou que as agências humanitárias da ONU proporcionam a cada dia água potável para um milhão de pessoas nas regiões devastadas pelo sismo e alimentam todos os meses dois milhões de haitianos ameaçados pela fome.
Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, o Conselho de Segurança da ONU reafirmou seu compromisso na reconstrução do Haiti e pediu o desembolso mais rápido da ajuda financeira prometida na conferência de doadores de março de 2010.