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Mundo

Uganda registra 3 mortes e várias pessoas feridas no dia eleitoral

Arquivo Geral

18/02/2011 20h10

 

A morte de três pessoas em diferentes regiões de Uganda, especialmente no leste, marcou o dia das eleições gerais realizadas nesta sexta-feira no país, que também testemunhou várias pessoas feridas.

 

Enquanto não se registraram distúrbios violentos em relação à eleição presidencial, houve vários conflitos por causa da tensão da escolha do Parlamento.

 

As Forças de Segurança de Uganda mandaram vários soldados para as ruas de Campala minutos depois do fechamento dos colégios eleitorais.

 

O Governo de Uganda, liderado por Yoweri Museveni, assegura que a presença da Polícia militar e dos soldados vai evitar mais conflitos no início do anúncio dos resultados eleitorais.

 

Soldados do Exército de Uganda foram transferidos até as localidades de Mbale e Sironko, no leste do país, para tratar de frear os distúrbios entre os seguidores de parlamentares de diferentes partidos.

 

Juluis Odeke, um fotógrafo do jornal local “The Razor”, ficou ferido durante um dos distúrbios, quando uma bala atingiu sua perna.

 

Em outro incidente, várias pessoas foram detidas quando tentavam distribuir dinheiro entre os eleitores, algo que segundo a imprensa local ocorreu em várias localidades de toda Uganda.

 

O presidente que tenta alongar seu Governo por mais cinco anos após permanecer à frente do país durante 25 anos e que enfrenta sete candidatos, exerceu seu direito ao voto no município de Kiruhura, no oeste do país, no início da tarde, acompanhado por uma de suas filhas.

 

Enquanto esperava sua vez, Museveni disse aos jornalistas que espera obter uma vitória arrasadora e com mais de 85% dos votos.

 

Por sua parte, o principal líder da oposição, Kizza Besigye, do Fórum para a Mudança Democrática (FDC), votou em Rukungiri, no sudoeste de Uganda.

 

Um dos oito candidatos, Samuel Lubega, candidato independente, chegou a seu colégio eleitoral para votar, mas não pode exercer seu direito ao comprovar que seu nome não figurava no registro eleitoral, algo que, segundo a imprensa local, aconteceu também com muitos eleitores.

 

Os oito candidatos que concorrem pela Presidência receberão os votos dos 13.9 milhões de pessoas registradas no censo eleitoral, embora a previsão aponta que Museveni e Besigye receberão a maioria dos votos dos ugandenses.

 

Besigye, um ex-oficial e companheiro de armas do chefe de Estado durante as guerra de 1981 a 1986 e que chegou a ser médico pessoal de Museveni, ganhou popularidade com os anos e recebeu 37% dos votos nas eleições passadas.

 

Os ugandenses deverão escolher além disso 380 deputados do Parlamento, dos quais 238 serão escolhidos por sufrágios universal e o resto das cadeiras serão ocupadas de maneira colegiada.

 

Pelo menos 10 mil observadores internacionais e 30 mil locais, além de 5 mil policiais, estão por toda Uganda para vigiar o pleito geral, o segundo desde a instauração do sistema multilateral no país em 2005, e que se desenvolvem em um clima de tensão.

 

De acordo com a Comissão Eleitoral, as cédulas serão contadas de forma imediata para anunciar os resultados em breve, o que segundo marca a Constituição deve ser realizado em um prazo de 48 horas.

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