A comissão de Transporte do Parlamento Europeu votou a favor de tornar voluntário aos passageiros nos aeroportos passar por scanners corporais, de modo que caso prefiram não fazê-lo, se submetam a medidas de segurança alternativas.
O relatório votado, cujo autor é o eurodeputado espanhol do Partido Popular (PP) Luis de Grandes, também defende o fim da proibição de embarcar com líquidos e géis.
O documento foi aprovado pela maioria dos membros da comissão parlamentar (37 votos a favor, 2 contra e 3 abstenções).
“Deve depender da vontade dos passageiros a utilização de scanners corporais”, diz o relatório, que acrescenta que “caso haja recusa, (os passageiros) serão obrigados a se submeter a sistemas de controle alternativos que garantam a segurança, com os mesmos níveis de eficácia que os scanners corporais”.
Além disso, o documento estabelece que deve ficar à cargo de cada país da União Europeia (UE) decidir se instala os scanners e aponta que, nesse caso, estes “deverão se ajustar aos padrões e exigências mínimas regulados pela UE para todos os Estados-membros”.
Os passageiros que quiserem passar por eles deverão “ser informados a respeito das imagens que reproduzem e quem pode visualizá-las”.
No que se refere à proibição de levar líquidos e géis, os eurodeputados pedem que seja revogada “caso seja confirmada a eficácia tecnológica” de alternativas para “preservar a segurança”.
Neste sentido, a comissão do Parlamento Europeu convidou os países da UE a “fazer tudo o que for necessário para dispor da tecnologia adequada para que o fim da proibição de transportar líquidos não implique em uma diminuição da segurança”.
Finalmente, o relatório trata dos voos de carga sob o risco de ataques terroristas e diz que sua inspeção, baseada em uma análise de risco, deve ser proporcional às ameaças e que deve ser garantida a segurança adequada, “especialmente quando a carga seja transportada em aviões de passageiros”.