Os ministros de Emprego e Assuntos Sociais da União Europeia (UE) concordaram hoje com o objetivo de reduzir em pelo menos 20 milhões o número de cidadãos europeus em risco de pobreza durante a próxima década, dentro da estratégia econômica comunitária para 2020.
Os ministros respaldaram a fixação de uma meta precisa em matéria de inclusão social para daqui a dez anos, assim como a ampliação da definição de “pessoas em risco de pobreza” durante o Conselho de Emprego e Assuntos Sociais realizado hoje em Luxemburgo.
Concretamente, propõem que a chamada estratégia 2020, que será debatida na cúpula de líderes da UE no dia 17, escolha como objetivo reduzir o número de cidadãos europeus em risco de pobreza em “pelo menos 20 milhões de pessoas”.
Os Estados-membros poderão estabelecer seus objetivos nacionais, “levando em conta suas próprias circunstâncias e prioridades”, segundo o texto aprovado hoje pelos 27 países membros.
Em 2008, havia 80 milhões de cidadãos em risco de pobreza na UE, ou seja, pessoas cuja renda é menor que 60% da média nacional, segundo dados do Eurostat.
A nova definição ampliada, aprovada hoje, também considera como “população em risco de pobreza” aquelas pessoas que não podem custear uma série de bens e serviços – como aluguel, automóvel e uma semana de férias fora de casa cada ao ano -, assim como as famílias onde todos os membros em idade de trabalhar estejam desempregados.
A ampliação da definição contentou a maioria dos países, já que foi concebida para refletir com mais precisão a magnitude do problema em cada Estado membro, segundo fontes do Executivo comunitário.
Se levados em conta os três critérios citados, o número de pessoas em situação de pobreza na UE aumentaria em 120 milhões, sempre segundo dados de 2008, os últimos fornecidos pela Eurostat.
O número atual seria sensivelmente superior, devido ao impacto da crise econômica internacional e, em particular, ao aumento do desemprego na UE.
O texto não precisa qual será o ano de referência para o acompanhamento do objetivo em 2020 e só a Itália e a República Tcheca se opuseram à meta sugerida.
O Reino Unido, por sua vez, expressou seu apoio à proposta, mas preferiu não votá-la até que se defina a formação de seu Governo.
Além disso, o texto estipulado hoje destaca a necessidade de promover a inclusão no mercado de trabalho como via para lutar contra a pobreza.
Por último, os ministros propõem que em 2015 se faça uma análise “a médio prazo” dos progressos realizados.
Agora o objetivo deverá ser aprovado formalmente pelos 27 membros da UE na cúpula de líderes europeus que será realizada semana que vem em Bruxelas