A União Europeia (UE) decidiu nesta terça-feira a proibição temporária da importação de sementes do Egito, após detectar que as sementes feno-grego procedentes desse país estão relacionadas com os surtos da bactéria “E. coli” na Alemanha e França.
A UE ordenou retirar imediatamente do mercado comunitário as sementes suspeitas, depois que esse produto fosse considerado o “vínculo comum mais provável” com os surtos, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira pela Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA).
O comissário europeu de Saúde e Consumo, John Dalli, assegura em comunicado que a Comissão “continuará controlando a situação muito de perto e tomará medidas adicionais se é necessário”.
Para Dalli, encontrar a origem da infecção por “E. coli” é “uma prioridade chave” para o Executivo comunitário.
Concretamente, as autoridades europeias pediram aos países comunitários que retirem, cataloguem e destruam todas as sementes importadas do Egito entre 2009 e 2011.
A decisão da Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) também suspende até o próximo 31 de outubro as importações de sementes e favas para a germinação de brotos que provenham de exportadores egípcios.
O Comitê de Saúde Animal e Alimentar, no qual se encontram representados os 26 países da UE, aprovou as medidas propostas pela Comissão.
Estas medidas serão revisadas regularmente levando em conta as garantias oferecidas pelas autoridades egípcias, os resultados de provas científicas em laboratórios e os controles realizados pelos estados europeus.
O surto do “E. coli” começou em maio em Hamburgo (Alemanha) e afetou mais de 4 mil pessoas em toda Europa, 48 das quais morreram por causa da infecção.
Um segundo surto foi detectado posteriormente na zona de Bordeaux (França).
Bruxelas já tinha advertido em 30 de junho à Espanha e outros seis países comunitários sobre a distribuição em suas territórios das partidas de sementes suspeitas, embora no caso espanhol não houve até o momento nenhuma infecção pelo “E. coli”.