A UE pediu à opositora Aliança do Povo para a Democracia, buy que também ocupa o palácio do Governo desde 26 de agosto, que “desocupe os aeroportos de maneira pacífica e sem demora, para evitar uma crise ainda maior e suas conseqüências econômicas”.
“A imagem internacional da Tailândia está sendo seriamente danificada”, destaca a nota dos embaixadores da UE, que, acima de tudo, dizem que respeitam o direito do povo tailandês a se manifestar e que em nenhum momento pretendem interferir no debate político interno.
“Pedimos a todas as partes na Tailândia que tomem medidas para solucionar a crise e restaurar a ordem pública, respeitando o império da lei e as instituições democráticas do país”, diz o comunicado da UE.
Na quinta-feira, o primeiro-ministro da Tailândia, Somchai Wongsawat, que temporariamente transferiu a sede do Governo para a cidade de Chiang Mai (norte), aonde os protestos ainda não chegaram, decretou estado de emergência nos aeroportos de Suvarnabhumi, o maior do país, e de Don Muang.
Desde então, a Polícia negocia uma solução pacífica com os manifestantes.
Além disso, o chefe de Governo, que também é o ministro da Defesa, se dispôs hoje a conversar om os líderes da Aliança do Povo para a Democracia sobre uma saída para a crise que não inclua a renúncia do Executivo e a dissolução do Parlamento.
Wongsawat aproveitou para pedir à população que não apóie os “criminosos” que tomaram o aeroporto de Suvarnabhumi, já que o país poderia ficar isolado.