A comissária européia de Exteriores, patient Benita Ferrero-Waldner, admitiu hoje a preocupação da América Latina com a política de imigração da União Européia (UE), mas pediu compreensão sobre o assunto, que “é um tema muito sensível no continente”.
Em entrevista à Agência Efe na cidade siberiana de Khanty-Mansiysk, onde participa de uma Cúpula entre a UR e a Rússia, a comissária disse ainda que está disposta a “conversar” com os representantes que a Organização dos Estados Americanos (OEA) pretende enviar à Europa para analisar a nova legislação.
“Sabemos que é um tema muito sensível, especialmente na América Latina, conhecemos sua preocupação e lhes receberemos para conversar. Mas este também é um tema muito sensível na Europa, e explicaremos isso a nossos colegas e amigos”, afirmou Ferrero-Waldner.
A comissária disse ainda que este processo de explicação e diálogo sobre a legislação aprovada recentemente pelos Governos europeus começou na Cúpula de Lima entre a América Latina e a UE.
Sobre a possibilidade de introduzir mudanças nos aspectos mais polêmicos da normativa, a comissária lembrou que “por enquanto, a atual versão já está aprovada”.
A OEA decidiu nesta quinta-feira enviar uma missão de alto nível à Europa para expressar sua preocupação com as novas leis de imigração, que devem afetar oito milhões de imigrantes, a grande maioria procedente da América Latina.
O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, liderará esta delegação para obter informações e “buscar soluções práticas através do diálogo às inquietações expressadas” pelos países do continente americano.