A responsável da Política Externa da União Europeia (UE), Catherine Ashton, pediu nesta quarta-feira ao presidente do Egito, Hosni Mubarak, que responda “a vontade de seu povo” e atue “o mais rápido possível” para iniciar as mudanças.
“Mubarak deve responder a vontade de seu povo e deve estudar com muito cuidado o que vai fazer”, afirmou Catherine em declaração conjunta com o novo ministro de Exteriores tunisiano, Ahmed Abderraouf Ounais.
Catherine ressaltou que é “importante ver algum tipo de movimento” no Governo egípcio, que deve atuar “o mais rápido possível” para realizar as mudanças no país.
A Alta Representante da União Europeia não se manifestou sobre a saída imediata de Mubarak do poder, como exige a oposição, ou sobre sua continuidade até as eleições presidenciais de setembro, como ele declarou na última terça-feira.
A Comissão Europeia pediu nesta quarta-feira uma transição democrática “ordenada” no Egito através da realização de eleições “livres e imparciais”.
O processo deve incluir todas as forças políticas e da sociedade civil dispostas a aceitar os princípios democráticos, segundo destacou a Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) em uma declaração.
A cúpula de líderes da UE marcada para a próxima sexta-feira discutirá a situação no Egito e na Tunísia e suas consequências para a região e para a Europa, segundo a carta enviada nesta quarta-feira aos líderes da UE pelo presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy.
Na segunda-feira passada, os ministros de Exteriores da UE pediram ao presidente egípcio, Hosni Mubarak, um processo de “transição” com a convocação de eleições “livres” e “justas”, embora evitaram pronunciar-se sobre sua permanência no poder.