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UE fecha entendimento preliminar e avança em acordo comercial com os EUA

A UE busca proteger seus exportadores de novos choques e sustentar o comércio UE-EUA, estimado em cerca de US$ 1,5 trilhão.

Redação Jornal de Brasília

20/05/2026 8h38

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Foto: Christian Mang/AFP

Negociadores da União Europeia (UE) afirmaram nesta quarta-feira (20) que chegaram a um acordo provisório para retirar algumas tarifas sobre importações dos EUA, no âmbito do acordo comercial do bloco assinado no verão passado (no Hemisfério Norte), às vésperas do prazo americano para elevar tarifas sobre automóveis.

A medida representa um passo importante após um período turbulento para o comércio transatlântico. As chamadas tarifas do “Dia da Libertação”, do presidente Donald Trump, desorganizaram acordos existentes no ano passado, e ambos os lados passaram meses negociando um novo entendimento. A UE busca proteger seus exportadores de novos choques e sustentar o comércio UE-EUA, estimado em cerca de US$ 1,5 trilhão.

Parlamentares em Bruxelas haviam interrompido a ratificação do acordo mais de uma vez neste ano, depois que a Suprema Corte dos EUA decidiu que algumas das chamadas tarifas globais recíprocas de Trump eram ilegais. O processo também foi adiado quando Trump ameaçou elevar tarifas sobre países que se opusessem ao seu desejo de anexar a Groenlândia, parte do Reino da Dinamarca.

Posteriormente, Trump afirmou que imporia novas tarifas de 25% sobre carros importados da UE caso os europeus não implementassem o acordo até 4 de julho, após autoridades americanas demonstrarem frustração com a lentidão do avanço em Bruxelas.

O acordo comercial “deve servir como uma plataforma para continuar o engajamento com os EUA a fim de reduzir tarifas e cooperar de perto em desafios compartilhados”, afirmou nesta quarta-feira o Conselho Europeu. O entendimento alcançado agora abre caminho para uma votação final no Parlamento Europeu antes do prazo estabelecido por Trump.

Autoridades da UE também concordaram com uma série de salvaguardas para proteger os fabricantes europeus. Pelo texto negociado, a Comissão Europeia – braço executivo da UE – poderá avaliar se um aumento das importações vindas dos EUA está prejudicando, ou ameaça prejudicar, empresas locais e, se necessário, suspender a aplicação do acordo do lado europeu.

A Comissão também poderá suspender sua parte do acordo se considerar que os EUA não cumpriram compromissos previstos no texto assinado em 2025, ou que o governo Trump está discriminando ou mirando empresas da UE.

Parlamentares pressionavam por mecanismos mais robustos, como a inclusão de uma “cláusula de caducidade”, que faria o acordo expirar no fim de março de 2028, a menos que fosse aprovada legislação para prorrogá-lo. Ao final, os negociadores concordaram em manter o acordo em vigor até o fim de 2029, com possibilidade de extensão.

Para proteger o setor de metais do bloco, a Comissão poderá restabelecer tarifas sobre aço e alumínio dos EUA caso a Casa Branca continue a aplicar uma alíquota superior a 15% sobre produtos feitos com esses metais importados da UE após dezembro de 2026. Em abril, os EUA estabeleceram um regime tarifário para aço, alumínio e cobre que prevê taxas de até 50% para metais de grau commodity e de 25% para alguns produtos fabricados a partir deles.

“Um acordo é um acordo, e a UE honra seus compromissos”, escreveu no X a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. “Juntos, podemos garantir um comércio transatlântico estável, previsível, equilibrado e mutuamente benéfico.” Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Estadão Conteúdo.

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