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UE estuda possibilidade de estender missão naval ao Estreito de Ormuz

Chefe da diplomacia europeia afirmou que operação Aspides poderá atuar na proteção da rota estratégica do petróleo, em coordenação com coalizão liderada por França e Reino Unido

Redação Jornal de Brasília

12/05/2026 14h41

Embarcações passam pelo Estreito de Ormuz.

Embarcações passam pelo Estreito de Ormuz. — Foto: Giuseppe CACACE / AFP

A União Europeia poderá estender ao Estreito de Ormuz sua missão naval no Mar Vermelho, embora apenas após o fim da guerra no Oriente Médio, indicou nesta terça‑feira (12) a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas.

“A operação Aspides já dá uma contribuição essencial para a proteção dos navios no Mar Vermelho, mas suas atividades podem ser ampliadas ao Estreito” de Ormuz, declarou à imprensa ao término de uma reunião de ministros da Defesa da UE.

Vários países, acrescentou, indicam estar dispostos a contribuir para o reforço da missão.

A Aspides, que inclui três navios militares, foi lançada em 2024 para proteger os navios comerciais dos ataques dos rebeldes huthis.

Pressionados por Donald Trump a se envolverem na guerra que desencadeou junto com Israel contra o Irã, os europeus tentam responder às suas exigências de assistência sem entrar diretamente em um conflito que, segundo afirmam, “não é deles”.

França e Reino Unido impulsionam uma coalizão de voluntários para garantir a segurança desse estreito, por onde transita um quinto do petróleo produzido no mundo, embora somente depois de restabelecida a paz.

A ideia é permitir uma coordenação entre a missão Aspides e a que será lançada por essa coalizão, detalharam fontes diplomáticas europeias.

AFP

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