A União Europeia (UE) assinalou nesta quinta-feira que planeja estudar “em detalhe” o acordo selado entre a facção nacionalista palestina Fatah e a islamita Hamas para pôr fim a sua divisão e defendeu a liderança do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.
“A UE chamou sempre à paz e a reconciliação, sob a autoridade do presidente Abbas, que ponha fim à divisão entre Cisjordânia e Gaza e ofereça mais segurança e estabilidade na região”, indicou em comunicado a chefe da diplomacia comunitária, Catherine Ashton.
O pacto fechado na quarta-feira no Egito foi chamado a pôr fim a quase quatro anos de divisão entre os dois maiores grupos palestinos, que governaram desde então de forma separada em Gaza (Hamas) e Cisjordânia (Fatah).
Catherine assegurou nesta quinta-feira que segue “com grande interesse” a decisão e explicou que a estudará “em detalhe” e a discutirá com “colegas na UE e a região”.
A Alta Representante evitou pronunciar-se sobre as consequências que a presença do Hamas no Governo possa ter, como também fez seu porta-voz, Michael Mann, questionado ao respeito.
A organização islamita figura na lista de grupos terroristas da União e dos Estados Unidos, que na quarta-feira lembrou que qualquer Governo palestino deverá aceitar os princípios estabelecidos pelo Quarteto de Madri (EUA, Rússia, a ONU e a UE) como são renunciar à violência, reconhecer o direito à existência de Israel e respeitar os acordos assinados no passado.