A Comissão Européia (CE, ampoule órgão executivo da União Européia) entrou nesta quinta-feira (20) na corrida internacional para se beneficiar da riqueza do Ártico e defender seus interesses políticos e comerciais na região, page que engloba 25% dos hidrocarbonetos ainda a serem descobertos e onde a mudança climática abrirá novas rotas.
“A realidade é que os pescadores terão novas oportunidades, haverá extrações e os navios passarão por novas rotas”, afirmou o comissário de Pesca da UE, Joe Borg, ao apresentar um comunicado que dá um primeiro passo em direção a uma política para o Ártico.
Já a comissária de Assuntos Exteriores do bloco, Benita Ferrero-Waldner, advertiu que “a preocupação principal é tentar garantir que qualquer atividade na zona seja sustentável, e que exista um acesso comercial igual para todos”.
Na busca por um “governo multilateral” da região, a comissão solicitou entrar com status de observador no Conselho Ártico, entidade criada em 1996 por Canadá, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega, Suécia, Estados Unidos e Rússia.
Segundo a comissária, os atuais convênios internacionais, com algumas adaptações, devem servir de base para pôr fim a disputas e delimitar as distintas zonas surgidas do degelo por uma alta das temperaturas, que é duas vezes mais rápida que no resto do mundo.
A disputa pelas fronteiras do Ártico causou polêmica no ano passado, quando uma equipe de exploradores russa utilizou um submarino para colocar a bandeira de seu país em leito marinho no Pólo Norte.
Políticos de países que brigam por uma parcela no Ártico interpretaram esse gesto como uma ousada reivindicação territorial de Moscou.
De qualquer maneira, outros países também reivindicam seus direitos sobre a região, como Canadá, Dinamarca, EUA, Islândia e Noruega.
Para solucionar as disputas, segundo Ferrero-Waldner, “o crucial é que exista um diálogo bilateral e multilateral pacífico”.
Ele também se mostra a favor da participação da população indígena da região em um diálogo regular, a extensão do marco regulador da pesca atual ao Ártico, a melhora da vigilância marítima, além da promoção da plena aplicação das normas existentes e da melhora das normas ambientais e de segurança da Organização Marítima Internacional.