A União Européia (UE) e a Ucrânia decidiram hoje a assinatura de um acordo de associação durante a segunda metade de 2009, pilule durante uma cúpula na qual o presidente francês, price Nicolas Sarkozy, about it deixou claro que, para o bloco europeu, a integridade territorial da república do Cáucaso “não é negociável”.
Sarkozy disse em entrevista coletiva que o acordo ao qual foi dado sinal verde “não abre nem fecha nenhuma porta” para uma eventual adesão da Ucrânia à UE, mas o presidente ucraniano, Victor Yushchenko, insistiu em que os Estados que entraram no bloco nos anos 80 começaram assinando tratados semelhantes.
Quanto aos temores de que Kiev seja a próxima a sofrer um enfrentamento territorial com a Rússia, assim como a Geórgia, Sarkozy disse que, após sua viagem de ontem a Moscou, “nada” faz “pensar que isto possa chegar a ser um problema”.
No entanto, o presidente francês, cujo país está na Presidência da União Européia, deu seu apoio “firme e sólido” à soberania da antiga república soviética em sua declaração inicial. Depois, a perguntas dos jornalistas, ressaltou novamente que, para a UE, “a integridade territorial da Ucrânia não é negociável”.
Sobre a vocação de fortalecer seus laços com o leste, afirmou que a UE, após três séculos conflituosos, “sabe que há problemas de fronteiras e estabilidade”, por isso quer “apresentar estabilidade e segurança” com uma estratégia que “não é dirigida contra ninguém”.
O presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, definiu essa estratégia como “de cabeça fria”, frente à “Guerra Fria”, e ressaltou que “ninguém quer uma Europa dividida em blocos”.
Sobre o acordo de associação que começará a ser negociado a partir de hoje, Sarkozy disse que a Presidência rotativa francesa da UE chegou “tão longe quanto pôde”, em referência às reservas de muitos países da UE em relação a uma eventual adesão da Ucrânia.
“É um acordo de associação que não abre nem fecha nenhuma porta”, disse.
No texto, que inclui entre, outros aspectos, a futura supressão de vistos para os ucranianos que viajarem à UE e reforçar os acordos energéticos, se fala dessa república como “um país europeu que compartilha com a União Européia uma história e valores comuns”.
Para Yushchenko, este acordo é “histórico” e um “êxito” que ninguém esperava há um ano.
“Começamos um caminho que pode nos levar à vitória”, disse Yushchenko, após lembrar que, desde os anos 80, todos os países que acabaram entrando na UE tinham assinado antes acordos de associação.
Sobre os prazos para a conclusão das negociações, previu que a assinatura acontecerá na segunda metade de 2009.