A Alta Representante pela Política Externa da União Europeia, Catherine Ashton, lamenta o fato de Israel não ter aceito estender a moratória de construções nos assentamentos em territórios ocupados, que são “ilegais” e violam a legislação internacional, disse nesta quarta-feira seu porta-voz.
“Lamentamos os israelenses não terem concordado com a extensão da moratória solicitada pela União Europeia, Estados Unidos e o quarteto” de mediadores para o Oriente Médio, assinalou a porta-voz, Maja Kocijancic, em uma declaração.
Os assentamentos israelenses nos territórios ocupados “são ilegais pelo direito internacional e um obstáculo à paz”, indicou.
Acrescentou que as recentes atividades de construção nos assentamentos, incluindo Jerusalém Oriental, “contradizem com os esforços da comunidade internacional” para o sucesso das negociações de paz.
A declaração acrescenta que é necessário conseguir “progressos urgentes” em direção a uma solução de dois Estados para colocar fim ao conflito israelense-palestino, por isso que as negociações seguem sendo “uma prioridade”.
Esta declaração ocorreu após Israel manifestar na terça-feira sua rejeição ao conteúdo de um relatório – elaborado por diplomatas de países da UE em Jerusalém – sobre o impacto dos assentamentos israelenses na zona leste da cidade.
No documento, os cônsules europeus expressam a preocupação pela política que o Governo de Israel desenvolve em Jerusalém, que consideram “afasta a possibilidade” de os palestinos se estabelecerem algum dia na parte leste da cidade (de maioria palestina), a capital de um eventual estado independente.