A União Europeia (UE) decidiu nesta sexta-feira apoiar uma ação militar humanitária para ajudar na estabilização do conflito na Líbia, mas condicionou o início da mesma a uma solicitação prévia das Nações Unidas.
A missão, com um mandato de até quatro meses desde o início efetivo das operações, tem um orçamento de 7,9 milhões de euros, segundo informou o Conselho Europeu em comunicado.
O objetivo é apoiar as tarefas de retirada de pessoas deslocadas na Líbia e dar apoio às agências humanitárias na região.
Esta missão pretende ajudar na implementação das resoluções 1970 e 1973 das Nações Unidas, que tratam da proteção dos civis na Líbia após as ofensivas contra a população iniciadas pelas tropas de Muammar Kadafi.
À frente da missão, cuja sede estará em Roma, se encontrará o almirante italiano Claudio Gaudioso, que foi nomeado comandante de operações.
A missão da UE estará coordenada com o Escritório da ONU para Assuntos Humanitários (OCHA).
A aprovação de uma missão humanitária ocorreu 24 horas depois que a Otan assumiu o comando total das ações militares internacionais na Líbia.