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Mundo

UE condena assassinato de jornalistas da Síria e pede renúncia de Assad

Arquivo Geral

22/02/2012 17h36

A alta representante de Política Externa e Segurança Comum da União Europeia (UE), Catherine Ashton, condenou nesta quarta-feira o assassinato de dois jornalistas ocidentais na Síria e exigiu a renúncia do presidente do país, Bashar al-Assad.

 

“Não encontro as palavras adequadas para condenar (o ocorrido)”, disse Ashton em entrevista coletiva realizada em um complexo turístico no litoral jordaniano do Mar Morto, onde participa de uma reunião do grupo de trabalho entre UE e Jordânia.

 

A chefe da diplomacia europeia, que se dirigiu à imprensa junto ao primeiro-ministro jordaniano, Aun Jasauneh, disse que Assad “não se importa de matar seu próprio povo”, por isso, “deve renunciar”.

 

“É uma perda para todos vocês como profissionais da imprensa”, acrescentou Ashton, em alusão à morte de dois jornalistas nesta quarta-feira devido a bombardeios na cidade síria de Homs – a repórter americana Marie Colvin e o fotógrafo francês Rémi Ochlik.

 

Colvin, que trabalhava para o jornal “Sunday Times”, e Ochlik, da revista “Paris Match”, se encontravam em um prédio do bairro Baba Amr utilizado como centro de imprensa, atingido pelos bombardeios, segundo informaram ativistas sírios à Agência Efe. Eles disseram ainda que outros quatro repórteres ficaram feridos.

 

Ashton destacou que os países da UE estão buscando enviar ajuda humanitária ao povo sírio por meio de várias organizações internacionais. Ela também alfinetou o Conselho de Segurança da ONU ao pedir que o órgão assuma suas responsabilidades, enquanto elogiou o papel desempenhado pela Liga Árabe frente à crise síria.

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