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UE anuncia novas negociações com Irã sobre programa nuclear

Arquivo Geral

06/03/2012 10h36

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Catherine Ashton, aceitou nesta terça-feira a oferta do Irã para retomar as negociações sobre o programa nuclear do país em nome dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha.

 

“Esperamos que o Irã entre agora em processo contínuo de diálogo construtivo e que ofereça progressos reais na resolução das preocupações da comunidade internacional sobre seu programa nuclear”, afirmou Ashton em comunicado.

 

A data e o local da próxima rodada de negociação ainda deverão ser determinados, acrescentou. Ashton, que atua em nome do chamado Grupo 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha), respondeu nesta terça-feira à carta enviada em 14 de fevereiro pelo chefe negociador iraniano, Saeed Jalili, na qual seu país se mostrava disposto a retomar o diálogo, tal e como a comunidade internacional havia proposto meses antes.

 

“Dou as boas-vindas a sugestão de retomar o diálogo e a disposição de abordar as preocupações da comunidade internacional sobre o programa nuclear”, explica em sua carta a Alta Representante da União Europeia (UE).

 

Nela, transmite a Jalili o desejo do Grupo 5+1 de discutir o dossiê atômico “passo por passo”, em busca de ações concretas que permitam às duas partes a recuperar a confiança mútua.

 

“Os passos para construir a confiança deveriam ser os primeiros elementos de um enfoque progressivo que, eventualmente, poderia levar a um acordo completo entre nós”, explica Ashton.

 

Como lembra, o objetivo continua sendo uma “solução negociada de longo prazo que devolva a confiança internacional na natureza exclusivamente pacífica do programa nuclear iraniano”.

 

Tudo indica que Istambul será o local escolhido, como avançou em fevereiro o ministro das Relações Exteriores iraniano, Ali Akbar Salehi.

 

A cidade turca já foi palco da última rodada de diálogo entre as partes, em janeiro do ano passado, uma reunião que acabou sem acordo.

 

Desde então, a União Europeia e os Estados Unidos endureceram as sanções contra Teerã, especialmente com a aprovação recentemente de um embargo europeu às importações de petróleo, uma das principais fontes de receita do regime.

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