A União Europeia (UE) aprovou hoje a ampliação de sua missão em Kosovo por mais dois anos, até junho de 2012, para manter seu apoio ao desenvolvimento da justiça e a administração nesse território.
A missão começou em dezembro de 2008 e terminaria neste mês, mas o Conselho da UE aprovou a extensão do mandato, com um orçamento de aproximadamente 150 milhões de euros anuais.
O objetivo da União Europeia é prosseguir a construção da administração de Kosovo, território que proclamou independência em 2008, quando era província da Sérvia, mas que ainda não é reconhecido como Estado pela maior parte da comunidade internacional, inclusive vários países da UE.
A intenção do bloco europeu em manter a presença em Kosovo é garantir ao território a construção de um Estado de Direito multiétnico, que assegure os direitos da minoria sérvia do norte.
“Não queremos deixar o norte para trás, que a região acabe sendo um conflito congelado”, assinalou em entrevista coletiva o enviado especial da UE para Kosovo, Pieter Feith.
Feith acrescentou que Kosovo “é um Estado plenamente soberano, a caminho de se transformar em uma próspera democracia multiétnica”.
Por sua vez, o responsável da missão da UE em Kosovo (Eulex), o francês Yves De Kermabon, destacou a importância do diálogo com as autoridades sérvias para assegurar a cooperação prática em questões de importância comum.
“É importante estabelecer uma cooperação regular”, afirmou De Kermabon, que mantém contatos frequentes com o ministro sérvio para Kosovo, Goran Bogdanovic, quem criticou várias vezes à UE o que considera um tratamento discriminatório contra a minoria sérvia desse território.
A missão europeia, que tem 1,7 mil integrantes internacionais e 1,1 mil contratados em nível local, é composta por policiais e funcionários jurídicos da maioria dos países da UE, assim como dos Estados Unidos, Noruega, Suíça, Turquia, Croácia e Canadá.