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Ucrânia enviará especialistas à Letônia para ajudar na defesa aérea após crise com drones

Zelensky anunciou apoio à defesa do espaço aéreo letão após ataque a instalações de petróleo; países discutem criação de sistema multicamadas contra ameaças aéreas

Redação Jornal de Brasília

13/05/2026 16h56

Foto: Chris Radburn/AFP

Foto: Chris Radburn/AFP

A Ucrânia enviará especialistas à Letônia para ajudar na proteção do espaço aéreo desse país, anunciou nesta quarta-feira (13) o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, uma semana após um grave incidente com drones.

“Enviaremos nossos especialistas à Letônia para trocar experiências e prestar assistência direta na proteção do espaço aéreo”, anunciou Zelensky nas redes sociais.

O presidente ucraniano afirmou que “é importante trabalhar juntos para reforçar a defesa da Europa”.

Há uma semana, dois drones cruzaram a fronteira russa e atacaram instalações de armazenamento de petróleo em território letão, um incidente que levou à renúncia do ministro da Defesa da Letônia.

Os drones em questão seriam aparelhos ucranianos desviados pela “guerra eletrônica russa”, afirmou então o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha.

Presente nesta quarta-feira em uma cúpula em Bucareste, junto a representantes dos países bálticos e nórdicos, Zelensky abordou questões de defesa, especialmente as relacionadas a drones.

“Contamos em assinar com a Letônia um acordo para construir um sistema de defesa aérea multicamadas contra diferentes tipos de ameaças”, disse Zelensky após um encontro com seu homólogo letão, Edgars Rinkevics.

Enquanto isso, as autoridades da Eslováquia fecharam durante duas horas sua fronteira com a Ucrânia por razões de segurança, em decorrência de um amplo ataque de drones russos.

Segundo a força aérea ucraniana, mais de 753 drones foram lançados durante esta quarta-feira, enquanto Zelensky mencionou “mais de 800” aparelhos.

Desde o início da invasão russa da Ucrânia, em 2022, vários drones russos ou ucranianos caíram na Letônia, Estônia e Lituânia, antigas repúblicas soviéticas que fazem fronteira com a Rússia e Belarus.

AFP

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