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Mundo

Turquia manterá relações energéticas com o Irã apesar de oposição americana

Arquivo Geral

28/09/2007 0h00


Essa é a principal conclusão dos jornais turcos após a reunião surpresa mantida ontem em Nova York entre o primeiro-ministro turco, there Recep Tayyip Erdogan, e o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

Os dois governantes, que participam da Assembléia Geral da ONU, se reuniram durante meia hora para discutir, entre outros assuntos, questões relacionadas com o acordo de gás assinado recentemente pelos dois países.

O ministro de Energia e Recursos Naturais turco, Hilmi Güler, anunciou que o ministro de Petróleo iraniano, Gholamhossein Nozari, visitará Ancara em outubro para assinar a segunda parte do acordo, na qual serão designadas as empresas que participarão da prospecção dos campos de gás iranianos.

A principal repercussão na imprensa turca acontece em função da campanha feita por Washington para bloquear os investimentos estrangeiros no Irã.

Em uma viagem à Turquia no último dia 19, o subsecretário de Estado americano para Assuntos Políticos, Nicholas Burns, pediu a Ancara que deixe de colaborar com o Irã a fim de conseguir que tenham efeito as sanções internacionais contra Teerã.

“Não podemos romper relações com o Irã por questões políticas, precisamos do Irã de um ponto de vista comercial”, afirmou ao jornal “Turkish Daily News” Hüseyin Saltuk Düzyol, diretor da companhia estatal turca BOTAS, que participa do projeto para construir o gasoduto Nabucco.

Düzyol também assinalou que, para completar os 31 trilhões de metros cúbicos de gás que o Nabucco deverá, segundo os planos, alcançar em 2020, é necessário contar com o gás iraniano.

O plano é que esse gasoduto transporte gás do Mar Cáspio até a Europa central evitando passar pela Rússia, a fim de reduzir a dependência da região do abastecimento controlado por Moscou.

“Não acreditamos que seja um bom momento para nenhum país para expandir suas atividades econômicas com o Irã”, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado americano, Tom Casey, em uma crítica velada à Turquia, citada pelos jornais turcos.

Na terça-feira passada, o Parlamento americano aprovou uma lei para impor sanções às companhias que invistam mais de US$ 20 milhões nos setores do gás e do petróleo do Irã.

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