Uma expedição turística à província de Ghardaia, this no sul da Argélia, organizada por uma agência local para um grupo de seis turistas alemães, foi proibida por questões de segurança, informaram nesta terça-feira (18) fontes locais.
A viagem teria 14 dias, partindo da cidade de Menea através do Saara argelino, mas as forças de segurança comunicaram à agência organizadora Visa Travel sua proibição, enquanto os turistas também foram impedidos de deixar Menea.
As forças de segurança argelinas justificaram a medida devido a informações sobre movimentos suspeitos de veículos todo terreno na região do Grand Erg, a cerca de 120 quilômetros ao oeste da cidade, e onde a agência previa levar os turistas em camelos.
Há uma semana, o Governo argelino decidiu reforçar as medidas de segurança no sul do país para proteger os campos petrolíferos, aos estrangeiros que trabalham nele e também aos turistas.
Estas medidas foram adotadas em áreas como, Zatiyine, Ghardaia, Tamanraset, Ouargla e Adrar, onde são freqüentes as passagens de grupos terroristas e de quadrilhas de contrabandistas.
As forças aéreas argelinas e a companhia estatal de hidrocarbonetos Sonatrach, que dispõe de aviões ligeiros, realizarão patrulhas aéreas conjuntas, para garantir a vigilância dos gasodutos, oleodutos e outros complexos e edifícios do setor energético.
As medidas a respeito dos turistas consistem em proporcionar escolta aos grupos de visitantes, especialmente nas províncias de Tamanraset e Illizi.
Em março de 2003 um grupo de 32 turistas europeus foi seqüestrado no deserto argelino pelo então Grupo Salafista para a Pregação e o Combate (GSPC), que, em outubro de 2006, passou a chamar-se Al Qaeda para o Magrebe Islâmico (Aami).
Uma parte dos seqüestrados foi liberada após uma ação de forças especiais do Exército na província de Tamanraset, enquanto o resto foi conduzido ao norte de Mali e libertado após um resgate que a imprensa argelina estimou em 5 milhões de euros.