Menu
Mundo

Trump prepara novas tarifas para substituir alíquotas temporárias de 10% nos EUA

As tarifas temporárias foram adotadas após a Suprema Corte derrubar, em fevereiro, as tarifas globais impostas por Trump

Redação Jornal de Brasília

22/07/2026 12h27

1 afp 20260527 b48d8pc v1 highres uspoliticstrump 11854852

Foto: Kent NISHIMURA/AFP

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve anunciar um novo conjunto de tarifas para substituir as alíquotas temporárias de 10% que expiram na sexta-feira. Outras medidas tarifárias também estão em preparação, elevando o risco de uma escalada nas tensões comerciais e mantendo elevado o grau de incerteza para empresas

As tarifas temporárias foram adotadas após a Suprema Corte derrubar, em fevereiro, as tarifas globais impostas por Trump. Integrantes do governo afirmam que pretendem recuperar, por outros instrumentos, a arrecadação prevista com aquelas medidas, principalmente por meio de investigações conduzidas sob a Seção 301 da legislação comercial dos EUA.

Uma dessas investigações, voltada para 60 economias e que afeta mais de 90% do comércio americano, já foi concluída. O governo propôs tarifa de 10% para países que possuem medidas de combate ao trabalho forçado consideradas insuficientemente aplicadas, grupo que inclui Canadá, União Europeia, México, Camboja e Malásia. China, Coreia do Sul e Japão seriam submetidos a tarifa de 12,5%.

Embora essas tarifas devam substituir as alíquotas temporárias, advogados especializados alertam para um possível intervalo processual, já que o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) ainda analisa cerca de 1,5 mil comentários recebidos sobre a proposta. A expectativa, porém, é de rápida implementação.

O Yale Budget Lab estimava que as tarifas globais renderiam US$ 2,3 trilhões em receitas ao longo de dez anos. Com a substituição pelas tarifas ligadas ao trabalho forçado, a projeção caiu para cerca de US$ 2 trilhões.

Especialistas avaliam que novas tarifas ainda serão anunciadas. Brooks Allen, ex-assessor jurídico do USTR e sócio do escritório Skadden Arps, acredita que o governo utilizará sucessivas investigações da Seção 301 para reconstruir gradualmente um ambiente tarifário semelhante ao existente antes da decisão da Suprema Corte.

Também seguem em andamento uma investigação sobre excesso de capacidade produtiva, voltada principalmente à China, e um projeto no Congresso que permitiria ao presidente impor tarifas secundárias aos cinco maiores compradores de petróleo russo, incluindo Japão e França.

Estadão Conteúdo.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado