O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assistirá à final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, no domingo, informou nesta quinta-feira (16) a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.
“Sua presença será o toque final naquela que tem sido a Copa do Mundo mais assistida, mais segura e mais bem-sucedida da história dos Estados Unidos”, disse Leavitt em coletiva de imprensa.
“É uma conclusão apropriada para um torneio que mostrou a capacidade dos Estados Unidos de acolher o mundo no cenário mais grandioso”, insistiu Leavitt.
O presidente americano também participará na sexta-feira de uma recepção que a Fifa organizará na Torre Trump em Nova York, acrescentou Leavitt.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, havia anunciado em junho que Trump assistiria à final e que ele entregaria o troféu ao time campeão, mas a Casa Branca ainda não havia confirmado a informação.
Leavitt disse que não sabia se Trump torceria pela Argentina ou pela Espanha, depois que ele criticou Madri na cúpula da Otan na semana passada por não ajudar os EUA na guerra contra o Irã.
Embora Trump não tenha assistido presencialmente a nenhum jogo do Mundial, se envolveu no torneio de uma maneira mais polêmica quando, no início do mês, admitiu que ligou para Infantino para que a Fifa revisasse a decisão de suspender o atacante americano Folarin Balogun por sua expulsão contra a Bósnia, em jogo válido pela fase de 16-avos.
Os Estados Unidos foram eliminados pela Bélgica por 4 a 1 nas oitavas de final.
Trump reivindicou diversas vezes o mérito de ter garantido para os Estados Unidos o direito de sediar a Copa do Mundo de 2026 junto com Canadá e México, uma decisão tomada pela Fifa durante seu primeiro mandato.
Enquanto isso, Infantino cultivou uma relação estreita com Trump, dando a ele um prêmio da paz da Fifa criado especificamente para ser entregue durante o sorteio dos grupos da Copa do Mundo em dezembro do ano passado, meses antes de os Estados Unidos iniciarem ações militares contra a Venezuela e o Irã.
Trump já havia entregue o troféu na primeira edição do Mundial de Clubes da Fifa, disputada no ano passado nos Estados Unidos.
Na ocosião, após entregar o troféu ao capitão do Chelsea, Reece James, o republicano permaneceu no palco, roubando o protagonismo dos jogadores do clube londrino, que observaram atônitos a presença de Trump junto a eles durante as celebrações.
Trump ficou com uma réplica do troféu no Salão Oval da Casa Branca.
AFP