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Mundo

Tropas do presidente eleito atacam residência de Gbagbo

Arquivo Geral

07/04/2011 18h01

As Forças Republicanas da Costa do Marfim (FRCI), leais ao presidente eleito do país, Alassane Ouattara, voltaram a atacar nesta quinta-feira a residência oficial do governante Laurent Gbagbo, cuja saída do poder é “irremediável”, segundo o Governo francês.

Fontes do Estado-Maior de Ouattara informaram que, após um fracassado ataque à residência de Gbagbo na quarta-feira, onde o atual governante se refugia com sua família, foi lançada nesta quinta-feira uma nova tentativa com artilharia pesada contra seu último reduto e o Palácio Presidencial.

O objetivo das FRCI continua sendo retirar Gbagbo do local para permitir a Ouattara que tome posse de seu cargo de chefe de Estado.

Uma cerimônia que o Governo da França, ex-potência colonizadora, parece acreditar que esteja prestes a ocorrer, já que o ministro das Relações Exteriores francês, Alain Juppé, assegurou nesta quinta-feira que a queda de Gbagbo é “irremediável” e ocorrerá “nas próximas horas ou nos próximos dias”.

O chefe da diplomacia francesa assegurou que o uso da força em Abidjan para despejar Gbagbo é responsabilidade do próprio governante, a quem acusou de ter disparado “contra a população civil”.

Em relação às conversas de quarta-feira, ele esclareceu que “não era a França que negociava diretamente” com Gbagbo, embora tenha ressaltado que o embaixador francês tenha participado da negociação.

Por sua vez, o ministro da Defesa francês, Gérard Longuet, afirmou que “só restam umas centenas de combatentes” leais a Gbagbo e que Ouattara conta com cerca de dois mil militares.

Enquanto isso, o Parlamento Europeu (PE) aprovou uma resolução sobre a situação no país africano em que reivindica um “papel mais ativo” da União Europeia (UE) para pôr fim ao conflito.

Em uma votação durante a sessão desta quinta-feira do PE em Estrasburgo (França), os eurodeputados pediram à UE que intervenha de forma mais ativa a fim de levar perante a justiça todos os suspeitos de ter violado os direitos humanos na Costa do Marfim.

Gbagbo, presidente da Costa do Marfim desde 2000, se nega a admitir que perdeu o segundo turno das eleições presidenciais de 28 de novembro para Ouattara, apesar da forte pressão internacional para que deixe a Presidência.

Segundo a Embaixada da França em Abidjan, os soldados franceses da Operação Licorne atuaram na noite de quarta-feira para resgatar o embaixador do Japão na cidade, cuja moradia, que está localizada perto da residência presidencial, foi atacada por mercenários leais a Gbagbo.

Na operação, um helicóptero francês disparou foguetes contra o quartel da Guarda Republicana localizado na proximidade e onde estão armazenadas as armas pesadas.

Enquanto isso, as FRCI mobilizaram tropas para garantir a segurança em diferentes bairros de Abidjan, entre eles alguns que foram alvos de frequentes roubos e saques nos últimos dias.

Por outro lado, as companhias de eletricidade e água marfinenses emitiram nesta quinta-feira um comunicado de imprensa para solicitar paciência aos cidadãos, já que o abastecimento foi prejudicado pelos combates das últimas semanas.

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