Milhares de líbios se concentraram nesta quarta-feira (31), pouco depois do amanhecer, na praça Verde de Trípoli para celebrar o fim do mês de jejum do Ramadã e agradecer a Deus pelo fim do regime de Muammar Kadafi.
Vestidos com suas melhores roupas, homens, mulheres e crianças compartilhavam sorrisos com as dezenas de milicianos e policiais que vigiavam o acesso ao local perante o temor de possíveis ataques.
“Acho que este é o Aid mais feliz da minha vida, porque é o primeiro no qual me sinto livre”, explicava à Agência Efe Mohammed Khalid, um funcionário de 36 anos vestido com uma túnica branca.
A seu lado, Aisha e Mahmoud corriam e desfrutavam dos tradicionais presentes do primeiro dia do Aid: a menina ganhou um vestido florido de cores vivas, e o pequeno, uma pistola prateada de plástico.
A felicidade também foi compartilhada por Hassan Abdel Hamid, um comerciante de eletrodomésticos que tinha chegado à praça, rebatizada como “praça dos mártires” acompanhado de seu irmão.
“Este é um Aid especial porque é o primeiro Aid da nova Líbia”, ressaltava após realizar a primeiro reza comunitária na esplanada.
Apesar da festa do Aid já proporcionado um clima de calma e euforia na maior parte do país, as forças rebeldes prosseguem com seu desdobramento e assédio à cidade litorânea de Sirte, último grande reduto de resistência pró-Kadafi.
As poucas notícias que chegam da cidade, berço do ainda foragido Kadafi, não são boas. Aparentemente, centenas de soldados pró-Kadafi estão mobilizados por todos os bairros, onde teriam aprisionado a maioria da população civil.
“Acreditamos que um dos motivos que freiam o início da operação é que há diversos prisioneiros”, opinou nesta quarta-feira à Agência Efe o representante em Trípoli da organização Human Rights Watch, Peter N. Bouckaert.