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Tribunal sul-africano proíbe empresário muçulmano de queimar bíblias

Arquivo Geral

11/09/2010 20h50

O Tribunal Superior de Johanesburgo proibiu um empresário muçulmano sul-africano de queimar bíblias em resposta à ameaça de um pastor americano de destruir exemplares do Corão, no nono aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001.

 

Segundo informa hoje a imprensa local, o juiz Sita Kolbe atendeu a um pedido do advogado Zehir Omar, que atuou em representação da organização Estudiosos da Verdade, e proibiu o empresário Mohammed Vawda de seguir adiante com a queima que tinha anunciado.

 

O juiz entendeu que a liberdade de expressão não é ilimitada se ela prejudica a terceiros, declarou Omar.

 

Vawda disse à agência local “SAPA” que seu plano de queimar bíblias não pretendia atacar os cristãos nem o povo da África do Sul, mas se tratava de uma resposta ao pastor Terry Jones, que tinha prometido queimar cópias do Corão.

 

Também indicou que, como destaca o Tribunal em sua resolução, o próprio Corão pede respeito à Bíblia e à Torá, os livros sagrados do cristianismo e o judaísmo.

 

Em consequência, o empresário muçulmano sul-africano admite a resolução do tribunal e se pergunta como “ninguém nos Estados Unidos adotou uma medida similar” contra o plano de Jones.

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