O Tribunal Superior de Johanesburgo proibiu um empresário muçulmano sul-africano de queimar bíblias em resposta à ameaça de um pastor americano de destruir exemplares do Corão, no nono aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001.
Segundo informa hoje a imprensa local, o juiz Sita Kolbe atendeu a um pedido do advogado Zehir Omar, que atuou em representação da organização Estudiosos da Verdade, e proibiu o empresário Mohammed Vawda de seguir adiante com a queima que tinha anunciado.
O juiz entendeu que a liberdade de expressão não é ilimitada se ela prejudica a terceiros, declarou Omar.
Vawda disse à agência local “SAPA” que seu plano de queimar bíblias não pretendia atacar os cristãos nem o povo da África do Sul, mas se tratava de uma resposta ao pastor Terry Jones, que tinha prometido queimar cópias do Corão.
Também indicou que, como destaca o Tribunal em sua resolução, o próprio Corão pede respeito à Bíblia e à Torá, os livros sagrados do cristianismo e o judaísmo.
Em consequência, o empresário muçulmano sul-africano admite a resolução do tribunal e se pergunta como “ninguém nos Estados Unidos adotou uma medida similar” contra o plano de Jones.