Um tribunal sírio condenou nesta terça-feira (11) o líder deposto Bashar al-Assad à morte à revelia, após considerá-lo culpado de crimes como homicídio premeditado e intencional de mais de uma pessoa e de crianças, tortura, prisão arbitrária e crimes contra a humanidade.
Foi a primeira condenação na Síria contra Assad, que foi deposto em uma ofensiva rebelde em dezembro de 2024, encerrando décadas de governo autoritário de sua família no país e a guerra que matou centenas de milhares de sírios.
No julgamento de ex-autoridades do governo, o mesmo tribunal também proferiu sentença de morte à revelia contra Maher al-Assad, irmão do ex-presidente e ex-chefe da Quarta Divisão Blindada, e contra Atef Najib, oficial de segurança da era Assad na província de Deraa, no sul do país. Najib, primo dos Assad, foi o único acusado julgado pessoalmente, após ter sido detido pelas forças de segurança sírias no início de 2025.
A decisão foi acompanhada por sírios reunidos em torno do tribunal, em Damasco, que entoaram gritos de apoio, bateram palmas e agitaram a bandeira síria à medida que as sentenças se tornavam públicas.
Assad fugiu de Damasco quando os combatentes rebeldes se aproximavam e atualmente está na Rússia, onde ele e sua família receberam asilo por motivos humanitários. Nascido em 1965, ele assumiu a presidência em 2000, após a morte de seu pai, Hafez, e governou a Síria em meio à guerra intensificada a partir de 2011, quando os protestos da Primavera Árabe foram recebidos com força letal por suas forças de segurança.
O ex-presidente também já tem um mandado de prisão na França pelo bombardeio de um centro de imprensa em Homs, em 2012.